Maggi avalia ficar sem partido, nos próximos meses
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Maggi avalia ficar sem partido, nos próximos meses

Senador considera possibilidade de se deparar com conflitos nas eleições 2016

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Foto - Agência Senado

Após recuar e não garantir sua ida ao PMDB, o senador Blairo Maggi está avaliando a possibilidade de permanecer sem partido nos próximos meses. Eleito senador em 2010 pelo Partido da República com 1,073 milhão de votos e considerado uma das principais lideranças políticas e empresariais de Mato Grosso, Blairo Maggi projeta deixar o PR para não criar mal-estar político nas eleições municipais de outubro.

“Essa é uma possibilidade, pela liderança que Maggi representa em Mato Grosso, tem bom trânsito com todas as legendas, incluindo aí PSDB, PT, PMDB, PSD, o próprio PR e tantas outras. Sem filiação partidária, o senador ficaria livre para apoiar quem desejar nas eleições municipais”, disse uma das fontes.

A ida ao PMDB, um sonho alimentado por Maggi desde os seus tempos de militância política na universidade, poderá se concretizar após o encerramento das eleições municipais. “Passadas as eleições, um novo quadro político se constrói e o Blairo vai ter mais liberdade para escolher seu futuro político. O PMDB não está descartado mais à frente”.

Sem partido, Maggi ficaria livre para apoiar a reeleição em Cuiabá do seu afilhado político, o prefeito Mauro Mendes (PSB), e em sua base eleitoral, Rondonópolis, apoiar outro candidato de um partido distinto como o prefeito Percival Muniz (PPS) ou até mesmo o senador José Medeiros, que está cotado a trocar o PPS pelo PMDB para disputar a eleição municipal. Nos últimos dias, muitos vereadores e prefeitos aliados de primeira hora do senador Blairo Maggi manifestaram sua preocupação com a ida ao PMDB temendo retaliações do governo do Estado.

Um dos motivos que levaram Maggi a recusar de ingressar de vez no PMDB foram as constantes declarações do presidente do diretório estadual do PSDB, deputado federal Nilson Leitão, de que o partido não faria aliança com os peemedebistas nos municípios.

No entanto, o veto do PSDB ao PMDB tem como pano de fundo impedir a ascensão dos peemedebistas em Mato Grosso. Com a chegada de Blairo Maggi ao partido, o PMDB já dava como certa a filiação dos deputados estaduais Wagner Ramos e Emanuel Pinheiro, ambos do PR, o que elevaria o partido para seis representantes na Assembleia Legislativa. Havia ainda a estimativa de 50 prefeitos e até 200 vereadores. Com o recuo de Maggi, o PSDB deverá assumir o posto de maior partido de Mato Grosso a contar da abertura da janela partidária, diante do desejo de prefeitos e vice-prefeitos de acompanhar o governador Pedro Taques. 

Fonte: Diário de Cuiabá

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