Justiça proíbe Arcanjo de passar fins de semana em fazenda
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Justiça proíbe Arcanjo de passar fins de semana em fazenda

Fonte: Da Redação com Folhamax
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Foto: Reprodução Folhamax.

O juiz de execuções penais do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT), Geraldo Fidelis, revogou um dos benefício ao ex-bicheiro João Arcanjo Ribeiro e o proibiu de passar os finais de semana em sua fazenda localizada na BR-163, em Várzea Grande. Ao todo, Arcanjo já foi condenado a 87 anos de prisão pelos crimes de assassinato, lavagem de dinheiro e contrabando.

As informações baseiam-se numa decisão proferida pelo magistrado no último dia 11 de outubro. Geraldo Fidelis explicou em sua decisão que a autorização deveria ser concedida em “situação pontual”, sem a abertura de “novas zonas de inclusão”.

“Ora, não se negaria uma autorização para uma situação pontual, ou excepcional, para realizar o dito pernoite, mas não se recomenda autorizar aberturas de novas zonas de inclusão, sob pena de, aumentando o número de locais a serem monitorados, inviabilizar o monitoramento das pessoas em regime semiaberto, que estão com tornozeleiras eletrônicas”, narrou o magistrado.

Após ficar preso por 14 anos e 9 meses em prisões federais, Arcanjo passou uma “temporada” na Penitenciária Central do Estado (PCE) entre os meses de setembro de 2017 e fevereiro de 2018. Ele conseguiu progredir de regime, passando ao semi-aberto, onde foi beneficiado com a possibilidade de passar os finais de semana em sua fazenda no município de Várzea Grande.

Geraldo Fidelis lembrou, no entanto, que o deslocamento diário entre a residência do ex-bicheiro, em Cuiabá, até a cidade vizinha de Várzea Grande “não parece algo inviável”. “Não pode passar sem registro que a Fazenda São João é muito próxima à zona urbana de Várzea Grande e o deslocamento do sentenciado, daquela localidade até sua residência, no horário normal de recolhimento, às 20 horas, depois de um dia de trabalho, não parece algo inviável ou difícil de se realizar”, explicou o juiz.

João Arcanjo foi condenado pelos assassinatos dos empresários Fauze Rachid Jaudy, Rivelino Jacques Brunini e Domingos Sávio Brandão. Além das mortes, Arcanjo, que também possui o título de “comendador”, também é acusado de diversas fraudes que envolveram lavagem de dinheiro público desviado da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (AL-MT), além do Poder Executivo Estadual. Alguns deste fatos são investigados na operação “Arca de Noé”, da Polícia Federal.