Juíza vê MT saqueado e teme que Silval e Nadaf fujam para...
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Juíza vê MT saqueado e teme que Silval e Nadaf fujam para sacar fortuna fora do país

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Foto: Internet

Em sua decisão que decretou a segunda prisão preventiva do ex-governador Silval Barbosa (PMDB) e ex-secretário Pedro Nadaf na “Operação Seven”, a juíza criminal Selma Rosane Santos alerta que os dois réus podem fugir do país caso sejam soltos diante das evidências apontadas na “Operação Ararath” de possuirem fortuna em paraísos fiscais fora do país. “É de se observar que as notícias veiculadas sobre a operação deflagrada pela Polícia Federal denominada Ararath dão conta que alguns desses envolvidos desviaram ativos para o exterior, o que é um indicativo de que podem tentar foragir a qualquer momento, se soltos”, alerta.

Além de Silval e Nadaf, tiveram as prisões decretadas o ex-presidente do Intermat (Instituto de Terras de Mato Grosso), Afonso Dalberto, e o ex-secretário adjunto de Administração, José Nunes Cordeiro. O médico Filinto Correa da Costa e os servidores da secretaria estadual de Meio Ambiente, Franciscal Akerley da Costa e Cláudio Takayuki Shida, também tiveram pedidos de prisões solicitados pelo Gaeco (Grupo Especial de Apoio e Combate ao Crime Organizado), mas a magistrada optou por outras medidas judiciais.

Ela determinou colocação de tornozeleira eletrônica no médico e condução coercitiva aos servidores. O sexteto é supeito de provocar prejuízo de R$ 7 milhões ao Estado no final do ano de 2014 na desapropriação de uma área na região do Manso que teria sido comprada duas pelas vezes pelo poder público.

Na decisão dada no dia 28 do mês passado, Selma Rosane Santos Arruda impõe cinco medidas aos sete indiciados como por exemplo conversa entre eles e apresentação mensal em juízo. Todos têm 24 horas para entregar passaportes.

OUTRAS INVESTIGAÇÕES

De acordo com a juíza, outras investigações devem complicar ainda mais a situação do ex-governador. Ela diz que “na verdade, o que parece se afigurar com nitidez existência de uma organização criminosa, chefiada pelo indiciado Silval o qual, assessorado por pessoas que compunham o alto escalão do Governo mato-grossense, comandou a prática de vários delitos, isto já considerando outros fatos que ainda estão sob investigação”.

Selma Rosane Santos Arruda ainda acrescenta que o Estado adquiriu a mesma área pela segunda vez com hipoteca e penhora judicial. “O mais espantoso, contudo, ainda está por vir. É de pasmar a constatação de que a área objeto decreto constante está impedida de transações. Esses elementos trazem a triste constatação de que o Estado foi mais uma vez saqueado”, lamenta.

Segundo a magistrada, os promotores do Gaeco conseguiram demonstrar a existência do crime organizado através de instituições públicas em Mato Grosso. “O Ministério Público logrou, ainda, apontar com precisão para a existência de uma fortíssima organização criminosa, instalada no Governo do Estado de Mato Grosso, chefiada pelo então governador Silval da Cunha Barbosa. O desenho da estrutura delituosa foi elaborado e demonstrado na representação ora em análise, e denota a existência de três centros de competência: núcleo político, núcleo de servidores públicos e um núcleo de particulares”, detalha.

A juíza alerta que, em caso de liberdade, Silval, Nadaf, Cordeiro e Afonso podem prejudicar a instrução processual. “Trata-se de pessoas de projeção social elevada e fortíssimo poder político, ainda arraigado e existente nos meandros da administração pública estadual. Assim, uma vez que soltos, certamente dificultarão a produção de outras provas, até porque, ao se verem livres da ação constritiva estatal passarão a ter acesso a documentos imprescindíveis para a investigação e poderão dificultar a descoberta da verdade real”, alerta.

 

Fonte: FolhaMax

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