Juíza protocola aposentadoria; confirma que foi procurada por partidos, mas não decide...
Fullbanner1



Juíza protocola aposentadoria; confirma que foi procurada por partidos, mas não decide candidatura em MT

Fonte: Da Redação - Com Folhamax
SHARE
Foto: Reprodução.

A juíza Selma Rosane Santos Arruda, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, protocolou nesta quarta-feira (21) seu pedido de aposentadoria junto ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso. A informação foi confirmada pela própria magistrada ao FOLHAMAX.

O pedido agora passará por alguns departamentos do Tribunal de Justiça, antes de ser encaminhado ao presidente Rui Ramos Ribeiro, que terá a função de homologar a aposentadoria da magistrada. Não há um prazo definido para que o processo de aposentadoria dela seja finalizado.

Caso seja concluído até 7 de abril, haverá tempo hábil que a juíza se filie a um partido político a tempo de disputar as eleições deste ano. Selma é cotada para concorrer às eleições principalmente após ganhar notoriedade diante dos processos ligados a “figurões” que comandou. A juíza foi responsável por decretar a prisões de diversos políticos, como o ex-governador Silval Barbosa e o ex-presidente da Assembleia Legislativa, José Geraldo Riva.

Em entrevista ao FOLHAMAX, Selma não confirmou, mas também não descartou, a possibilidade de disputar um cargo eletivo. “Ainda não sei dizer, porque talvez não seja finalizado até o tempo hábil. Mas tem dias que acordo pensando, e tem dias que não penso sobre esta possibilidade”, disse.

A magistrada confirmou que foi procurada por alguns partidos políticos sobre a possibilidade de disputar as eleições. Alguns fizeram convite para ela se filiar. “Muitas pessoas me procuraram, várias com propostas viáveis. Mas não estou pensando nisso”, colocou.

Selma Arruda afirmou que a aposentadoria já era algo pensado há algum tempo e que a decisão não foi tomada somente em virtude do processo eleitoral. “Tenho tempo de aposentadoria desde 2016. (A eleição) É uma possibilidade, mas também penso em dar uma paradinha”, assinalou.

Caso não dispute a eleição, a juíza já tem em mente o que fazer fora da magistratura. “Penso muito em trabalhar com compliance público ou também privado. É uma área que gosto”, relatou.