Judiciário de Elite: Magistrado de MT tem holerite de meio milhão em...
Fullbanner1

Fullbanner2

Triburbana

Judiciário de Elite: Magistrado de MT tem holerite de meio milhão em julho

Fonte: Da Redação
SHARE
Mirko Vincenzo Giannotte, juiz da 6ª Vara Criminal de Sinop. Foto - TJ/MT

Boa parte da população, talvez majoritária parte dela, põe nas costas da classe política a razão de quase todos problemas da nação. Mas a verdade é que a corrupção, ou seja, o interesse privado ferindo o coletivo, não está presente só nos executivos e legislativos nacionais, mas o problema nem é só esse. Mudando de assunto e já dentro da parte lícita da coisa, ou seja, os vencimentos – no caso do judiciário, os mega vencimentos – temos no Brasil, de acordo com estudo recente feito pela Universidade Federal do Paraná – UTFPR, a segunda estrutura de magistrados e servidores mais cara do mundo, perdendo só para El Salvador.

Para se ter uma ideia, gastou-se no Brasil, de 2012 até 2016, exatos R$ 174,1 bilhões para fazer a Justiça funcionar, ou pelo menos quase isso. Nos últimos tempos, uma tabela com o ganho de vários juízes e juízas, vários acima até de R$ 400 mil e até R$ 500 mil por mês, rodou as redes sociais e causou extrema revolta na população.  Importante ressaltar na era dos “fake news” que as informações contidas ali eram verdadeiras e os tais balanços foram retirados nos portais de transparências dos Tribunais de Justiça Estaduais – TJ. Temos no Brasil até um Tribunal de Justiça Militar para tratar unicamente de processos envolvendo militares, duplicando os gastos com manutenção de esplendorosos prédios, bem como de servidores.

Em Mato Grosso, no último mês de julho, o juiz Mirko Vincenzo Giannotte, da 6ª Vara Criminal de Sinop, norte do estado, recebeu dos cofres públicos a quantia de R$ 503.928,79. O valor se assemelha ao ganho mensal de um jogador de futebol e será repetido mais duas vezes em virtude de “correções” dos últimos 10 anos de trabalho, que acumuladas geraram-lhe um montante expressivo de  perdas que agora lhe serão ressarcidas, segundo indicou o mesmo. O magistrado se preocupou em postar nas redes sociais uma explicação sobre a questão e ressaltou que seu pagamento é normal, legal e dentro da moralidade. Mirko inda ressaltou que irá fazer ele próprio a publicação do seu próximo “HOLLERITH”para que os interessados não percam “seus valorosos tempos” na busca dele.

Em tempo, importante ressaltar que o meio milhão, diluído em R$ 300.283,27 de salário, R$ 137.522,61 em indenizações, R$ 40.342,96 em vantagens eventuais e mais R$ 25.779,25 em gratificações, não chega limpo na mão do juiz, já que os naturais descontos em folha abocanham R$ 88 mil do valor.

Montreal