Janaína quer CPI da ALMT e é acusada de querer dar palanque...
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Janaína quer CPI da ALMT e é acusada de querer dar palanque para o pai

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Foto - Hipernotícias

A jovem deputada estadual por Mato Grosso, Janaína Riva (PMDB), por muito tempo foi acusada de ter chego aos parlamento para ser um braço dos interesses do pai, o ex-presidente José Riva, que já foi preso nas operações Metástase ,Ararath (em maio de 2014), Imperador (em fevereiro de 2015) e Ventríloquo (em julho de 2015), por ser acusado, dentre outras coisas, de desviar verba de suprimento da Assembleia Legislativa de Mato Grosso – ALMT por vários anos.

A parlamentar, porém, até conseguiu se descolar em alguns momentos da imagem desgastada do pai, mas já no início do seu terceiro ano de mandato, em 2017, foi metralhada verbalmente nos últimos dias por colegas, principalmente pelo deputado estadual Oscar Bezerra (PSB), por estar trabalhando a implantação da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da ALMT, praticamente replicando um trabalho de apuração do Ministério Público Estadual – MPE sobre indícios de um verdadeiro roubo de R$ 500 milhões procedidos nos cofres da Casa de Leis mato-grossense nos últimos 20 anos, por apoio a uma causa familiar.

Para Bezerra, Janaína quer dar palanque ao pai, já que o mesmo, após se ver enlameado até o pescoço, estaria disposto a ganhar os holofotes também do parlamento para tentar dar uma de justiceiro de última hora. “Não assinei (pedido de CPI), porque eu acho que ela quer palco para o pai dela. O pai dela está fazendo delação premiada e agora ela quer de certa forma usar o parlamento para fazer um palco, uma pirotecnia para ele lá na Assembleia”, atacou Bezerra.

1af13206abd6c80de833615c1a725044Embora não seja justo por nos ombros de Janaína o peso dos erros do pai e atribuir a cada uma de suas ações o interesse em defendê-lo, dentro do possível, é inegável que possa haver desconfiança em uma atitude qualquer dela que remeta ao passado. Infelizmente, por culpa do pai, a Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso virou “caso de polícia”. É de conhecimento público o carinho natural dela por seu genitor, logo fica óbvio imaginar que a intenção da propositura da CPI não é imputar ainda mais culpa naquele que talvez tenha sido o mentor de tudo.

A verdade é que nada impede que o filho do traficante Fernandinho Beira Mar seja ativista contra o uso de drogas e abra casas de reabilitação para dependentes químicos, aliás, seria até simbólico ver isso. Mas seria inevitável a acusação da parte de muitos de tudo não passar de “jogo de cena” e, de repente, seria mesmo…