Iniciante, Delegado Claudinei (PSL) aumenta o olho e quer até ser presidente...
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Iniciante, Delegado Claudinei (PSL) aumenta o olho e quer até ser presidente da ALMT

Fonte: Da Redação NMT
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Foto - Arquivo Pessoal/Facebook

O efeito Bolsonaro, de fato, foi uma das forças políticas mais surpreendentes da história recente da política nacional. Muita gente que teria pouca condição de se aproximar da vitória, caso a única coisa que tivesse a apresentar fosse seu prestígio pessoal, conseguiu surfar na grande onda e alcançar o topo de pódio. Um exemplo claro disso é a vitória do delegado regional, Claudinei Lopes (PSL), que por 12 votos não fechou 30 mil e entrou de maneira maiúscula no parlamento estadual.

Agora, por mais complexo que seja entender isso, uma coisa é potencial eleitoral, independente da fonte do prestígio popular, outra é “tamanho político”. A grande dificuldade para figuras como Claudinei ou para Kim Kataguiri (DEM) – não é fruto propriamente da onda Bolsonaro, mas é um deputado federal eleito por São Paulo fora dos padrões habituais de construção representativa, já que é líder do MBL, com grande força na internet – é justamente compreender que existe um outro mundo para se navegar agora nos bastidores do parlamento, que nem as redes sociais ou um vídeo de apoio de Bolsonaro resolverão.

Tanto Kim quanto Claudinei estão se lançando candidatos a presidentes dos parlamentos que ocuparão uma cadeira a partir do início do ano que vem, em pleito tradicional de início de legislatura para definição da mesa diretora. Óbvio que é direito de ambos fazer isso, totalmente democrático, inclusive. O grande problema é a simbologia disso, já que nenhum dos dois tem a menor chance de lograr êxito. Assim como será necessário para o próprio Bolsonaro, será preciso alguns dos nossos novos deputados Brasil à fora entender que alguns passos necessitam de muita habilidade para serem dados dentro da política nacional para desbancar figuras que estão lá há muito tempo.

Nem toda porta será aberta na força, aliás, muito poucas, seja em Brasília ou em nossas capitais. A política nacional é um terreno arenoso que requer do viajante, na maioria das vezes, bem mais percepção da realidade que vontade, muito mais carisma com os colegas que chantagem e bem mais paciência do que coragem para se agir com competência. Quem elegeu estas inovadoras figuras, essa multidão toda, quer, acima de tudo, resultados e não ficará satisfeita em ter levado para dentro do jogo alguém que não conheça ou passe quatro anos sem sequer entender as regras.