Inexpressivo, PV de Rondonópolis não tem o que oferecer a Percival
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Inexpressivo, PV de Rondonópolis não tem o que oferecer a Percival

Fonte: Da Redação NMT
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Veterano, sem mandato desde 2016, participou de maneira tímida das eleições 2018. Foto : Mayke Toscano/Hipernotícias

Inofensivo nas urnas, em 2018 , o PV de Rondonópolis, por meio da sua direção local, já inicia uma busca de filiações de personalidades efetivamente relevantes do ponto de vista eleitoral para que o partido possa almejar uma sorte melhor no pleito municipal de 2020. Para isso, a estratégia traçada tem sido a de “atirar pra todo lado”. Desde o atual vice-prefeito, Ubaldo Barros (PP), passando por empresários e até pelo ex-prefeito, Percival Muniz (PDT), a ideia é mostrar, de alguma forma, que a agremiação está numa crescente, já que os números não ajudam a criar este cenário. Percival, porém, não deve sequer ter condições legais de concorrer a nenhum cargo num futuro próximo.

O ex-prefeito acumula uma condenação no Superior Tribunal de Justiça – STJ por improbidade administrativa, detectadas ainda nos anos de 2002 e 2003, que o enquadram na condição de ficha-suja. Muniz ainda tem no encalço o Ministério Público Estadual – MPE, que aponta possível ato de corrupção passiva, quando o político teria, enquanto deputado estadual, facilitado a vida da empresa Bandeirante Construção e Terraplanagem LTDA junto ao Governo do Estado, em troca de R$ 1,7 milhão em propina. O gestor ainda terá de se explicar quanto a investigações referentes a uma suspeita de fraude no processo de contratação de empresas para a instalação e manutenção dos famigerados radares em Rondonópolis, durante seu último  mandato.

Quanto especificamente ao PV, a verdade é que o partido não tem atributos suficientes para atrair grandes nomes, mesmo se tratando de gente em “má fase” como Percival, a não ser que o próprio enxergue algum caminho para tomar a sigla para seu grupo e aumentar o poder de negociação nas eleições de 2018 com alguma composição que planejar. Para isso, teria que destituir os que hoje respondem pelo partido em Rondonópolis e colocar gente da sua confiança. Coisa que Percival, se quiser, não deve ter problemas a executar. Atualmente, o PDT que Muniz faz parte, tem o vice-governador eleito, Otaviano Pivetta (PDT), em seus quadros, alguém que Percival tem boa proximidade.