“Igualdade racial começa pelo respeito ao negro”, diz secretário nacional
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“Igualdade racial começa pelo respeito ao negro”, diz secretário nacional

Fonte: Assessoria
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Luzia Nascimento, presidente da Unegro, saúda a presença do "ministro da igualdade" em Rondonópolis. Foto: Assessoria.

Presente em Rondonópolis para participar de atividades da Semana da Consciência Negra, o secretário nacional Juvenal Araújo, da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR), ressaltou a necessidade do humanismo para estabelecer a dignidade que o povo negro merece. Segundo ele, o respeito ao ser humano é a base para acabar com a discriminação e o preconceito existentes. Ele citou que os negros ainda lutam contra a intolerância cultural e, principalmente, a religiosa, numa referência às religiões de matrizes africanas. “Não queremos ser tolerados e sim respeitados”, afirmou.

Juvenal Araújo ministrou palestra na Câmara de Vereadores na tarde de sexta-feira passada, ocasião em que fez um breve relato do trabalho da secretaria nacional, bem como as articulações para fortalecer o desenvolvimento de ações afirmativas. “Os números mostram, infelizmente, que ainda vivemos num quadro de escravização com a parcela negra ocupando os piores indíces na escala da dignidade humana”, observou.

O secretário pontuou que a luta pela igualdade e por respeito não pode ser apenas do movimento negro e sim de toda a sociedade, pois existe um quadro de desigualdade e de falta de oportunidades ao negro que não pode continuar sendo ignorado. “Os números mostram que a 4 jovens assinados no Brasil, 3 são negros; 60% das mulheres assinadas são jovens, negras e moram nas periferias. Fora isso o negro recebe, em média, 40% a menos que o branco no mercado de trabalho”, disse Araújo.

O secretário faz questão que a luta do negro não é contra o branco e sim pela igualdade. Toda pessoa que se diz humanista deve praticar de fato este sentimento e ser antiracista, para mudar uma realidade perversa e assassina. “Estamos cansados de tanto falar de tolerância e intolerância. Não queremos tolerância, queremos respeito. E estamos lutando por isso”, assinalou Juvenal Araújo, destacando os movimentos de resistência e de ações afirmativas. “Mas a luta não deve ser apenas dos negros, mas também de toda a sociedade, de toda pessoa humana”, enfatiza.

Apoio à causa
O ato na Câmara de Rondonópolis foi promovido pela Unegro, que é o Instituto de Negros eNegras pela Igualdade. O senador Wellington Fagundes (PR) esteve presente e reafirmou o compromisso de seu mandato com oo movimento pela igualdade racdial no m unicípio, Estado e País. Fagundes citou a importância de personagens negros na sua trajetória de vida e afirmou que a discriminação e o preconceito devem ser banidos pela humanidade.

Além de Fagundes, estiveram na Câmara representantes de organizações sociais, políticas, religiosas e comunitárias. A Semana da Consciência Negra em Rondonópolis é realizada pela Unegro com participação do Conselho Municipal de Políticas da Igualdade Racial (COMPIR) e do Movimento Negro de Rondonópolis. A programação será encerrada no dia 3 de dezembro, com atividades no período da tarde no Casario.

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