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Hospitais de Rondonópolis e do sul de MT não têm soro para tratar picada de cobra

Segundo o Escritório Regional de Saúde de Rondonópolis, o estoque de soros antiofídicos está vazio e a escassez atinge todo o estado.

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Foto - Ilustração
Moradores que precisam ter acesso a soro antiofídico, antídoto utilizado em casos de ferimentos causados por cobras peçonhentas, reclamam que têm dificuldades de encontrar o medicamento na região sul de Mato Grosso. Uma criança de 7 anos foi picada por uma cobra no último domingo (14) no Distrito de São Lourenço de Fátima, em Juscimeira.

A família levou a criança até um hospital da cidade e não encontrou o medicamento. Depois de percorrer 40 km, o menino foi levado para Rondonópolis, a 218 km da capital, onde também há falta do soro. A criança foi picada pelo período da manhã e só conseguiu receber o soro depois do período da tarde. A perna do garoto ficou roxa, da altura do tornozelo para baixo. O medicamento veio da cidade de Chapada dos Guimarães, a 65 km de Cuiabá. A cidade fica a 223 km de Rondonópolis.

“Foi um susto mesmo. Eu não esperava e o menino chegou chorando dizendo: ‘Pai, a cobra me picou’. Eu fui no local e não consegui achar a cobra. Rapidamente eu vim pedir socorro. Chegamos aqui e não tinha o soro”, relatou o pai do menino, Joaquim Ribeiro Filho.

Segundo o Escritório Regional de Saúde de Rondonópolis, o estoque de soros antiofídicos está vazio. O problema não atinge só a região sul, mas também no estado. A Secretaria Municipal de Saúde informou que a falta do medicamento é causada por problemas na produção e distribuição pelo Ministério da Saúde.

Ainda no fim de semana, outras duas pessoas foram picadas por cobra na região sul de Mato Grosso. Um caso foi registrado em São José do Povo, a 268 km de Cuiabá, e o outro em Rondonópolis. Os dois pacientes tiveram que esperar pelas doses que vieram de Paranatinga e Alto Taquari, cidades respectivamente a 411 e 219 km da capital.

Fonte: G1 MT

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