Guerra por interesses pessoais entre vereadores toma atenção na Câmara de Rondonópolis
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Guerra por interesses pessoais entre vereadores toma atenção na Câmara de Rondonópolis

Fonte: Da Redação
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Foto - Assessoria/Câmara

Um vereador do PSDB e outro do partido Solidariedade estão travando uma verdadeira guerra de interesses dentro da Câmara Municipal de Rondonópolis, segundo informações colhidas pela reportagem do NMT. Isto porque, segundo pessoas ouvidas, o tucano estaria interessado em uma redução de carga horária da esposa, psicóloga concursada da rede municipal, para que ela consiga ficar à disposição de uma segunda jornada (profissionais da saúde podem ter mais de um cargo público. Exemplo: um no estado e outro no município), após a mesma ser aprovada na segunda colocação de um seletivo realizado pelo Detran/MT.

Ocorre que a servidora, embora aprovada em um concurso de 30 horas semanais no Município, fez um acordo, ainda em outra gestão, para cumprir 40 horas, ou seja, oito horas diárias de trabalho, e, obviamente, recebe um acréscimo salarial para tanto. O pleito agora do marido parlamentar é que o prefeito Zé Carlos do Pátio (SD) autorize o retorno da mulher para a carga horária inicial de suas funções, se possível, sem decréscimo salarial. Até então, a coisa resumia-se entre os interesses familiares do vereador em discussão com o prefeito, até contraditoriamente já que o primeiro tem como uma de suas atribuições exatamente a de fiscalizar o trabalho de serviços públicos e a priorização do INTERESSE COLETIVO.

O problema é que para o sucesso completo do plano familiar ainda há o “risco” da primeira colocada no seletivo do Detran herdar sozinha a vaga disponível, já que a expectativa é que, inicialmente, o Detran chame somente um profissional da área. O vereador então também resolveu intervir na questão na busca de “informações” se a psicóloga mais bem ranqueada no processo realmente se interessava no cargo, como se isso não fosse óbvio. Ocorre que a profissional em questão tem ligações com o vereador do Solidariedade, que em clara retaliação passou a fiscalizar se a esposa do colega de parlamento realmente estava cumprindo suas 40 horas semanais de trabalho.

Nos bastidores, a informação é que o conflito gerou faíscas. Porém, não satisfeito, o tucano chegou a dar “chilique” até em discurso feito em tribuna livre. Já desgastado com a Câmara, a tendência é que Pátio decida por ficar bem longe do entrevero, na torcida que a providência divina resolva o caso.

Montreal