Greve dos aeroviários causa atraso e cancelamento de voos em Cuiabá
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Greve dos aeroviários causa atraso e cancelamento de voos em Cuiabá

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Dois voos que estavam programados para decolar entre a meia-noite e as 10h desta quarta-feira (3) no Aeroporto Internacional Marechal Rondon foram cancelados devido à greve dos aeronautas e aeroviários.

De acordo com a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), 15 voos estavam programados para sair da região metropolitana, mas, após a paralisação dos trabalhadores, três foram atrasados e dois cancelados.

O movimento iniciou depois que as categorias rejeitaram a proposta das empresas aéreas, que previa reajuste parcelado e não retroativo à data-base, dia 1º de dezembro. Os funcionários reivindicam a aplicação do reajuste de 11% nos salários e benefícios, retroativo à data-base, que fará a recomposição das perdas inflacionárias nos salários.

Em nota, a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) lamentou a greve e disse que o setor reconhece e respeita o direito de manifestação. Porém, criticou que o caminho escolhido em prejuízo dos passageiros.

“Em qualquer circunstância, as companhias aéreas estarão mobilizadas em prestar assistência aos clientes e a fazer todo o possível para minimizar os eventuais transtornos”, diz trecho da nota.

Já o Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (SNEA) esclareceu que as companhias aéreas promoveram, nos últimos 10 anos, o reajuste dos salários na data-base de dezembro pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

“Em todos esses 10 anos, ao final das negociações foi concedido reajuste acima da inflação apurada, representando ganho real. Em cinco desses 10 anos, houve ganho nas cláusulas sociais, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores e de suas famílias”, disse o sindicato.

Ainda conforme o SNEA, desde o início das negociações com as representações sindicais, seis propostas foram apresentadas, mas todas foram recusadas.

“De 2002, quando a liberdade tarifária foi instituída, a 2014 o preço das passagens caiu pela metade, permitindo que o número anual de passageiros mais que triplicasse, de 30 milhões para 100 milhões, nesse período”, completou.

Conforme dados da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), de 2011 a 2014 a aviação comercial acumula R$ 9,4 bilhões de prejuízo líquido. De janeiro a setembro de 2015, um dos piores anos da história da aviação comercial brasileira, as companhias aéreas acumulam prejuízo líquido de R$ 3,7 bilhões, segundo os dados mais recentes da ANAC.

Montreal