Governo articula com família translado de restos mortais de Marechal Rondon para...
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Governo articula com família translado de restos mortais de Marechal Rondon para MT

Secretário Paulo Taques e deputado estadual Wilson Santos foram até o Rio de Janeiro falar com os descendentes de Rondon para articular situação.

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Familiares de Rondon, Paulo Taques e Wilson Santos, no Rio. Foto- ASSESSORIA

Quase meio século após sua morte, os restos mortais do marechal Cândido Mariano da Silva Rondon, considerado o maior brasileiro de todos os tempos, finalmente pode ser trazido para Mato Grosso. A articulação está sendo coordenada pelo líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado Wilson Santos (PSDB), e o secretário Paulo Zamar Taques o chefe da Casa Civil de Mato Grosso, com os descendentes de Marechal Rondon, no bairro da Tijuca, no Rio de Janeiro.

A possibilidade de trazer os restos mortais de Rondon para o Estado cresceu após a família admitir que o distrito de Mimoso, em Santo Antônio de Leverger, onde nasceu, merece a honraria. “É para reavivar os valores de Rondon, o respeito, o patriotismo, a honestidade e o trabalho que ele sempre teve que junto as minorias, que propusemos  trazer os restos mortais”, argumentou o parlamentar tucano.

A reunião foi no apartamento de Ângelo Cristiano Rondon, neto do marechal, e teve a participação de mais duas netas, Maria Cecília e Elizabeth Rondon, além de bisnetos. Elizabeth Rondon, irmã da Congregação do Sagrado Coração de Jesus, reside em Mato Grosso desde 1977, a quase 40 anos, na aldeia dos índios Mikis, região Norte do Estado, que quase foram dizimados na década de 70.

Durante o encontro, o governador Pedro Taques (PSDB) conversou com os familiares de Rondon por telefone e comunicou a conclusão das obras do Memorial Rondon, em Mimoso. A obra de reforma e revitalização do Memorial, em Santo Antonio de Leverger, a 35 quilômetros de Cuiabá, tem previsão de ser finalizada este ano.

Nascido em Mimoso em 1865, Rondon foi militar, naturalista, indigenista, patrono das comunicações, responsável pela demarcação de limites internacionais pela implantação da política nacional indigenista.

Conforme Wilson Santos, o comandante da 13ª Brigada de Infantaria Motorizada, general Avelar, autorizou o deputado a comunicar a família sobre a intenção do Exército em participar da parceria que discute o translado dos restos mortais de Rondon,   inclusive para que a Brigada sedie o mausoleo de Rondon.

Atualmente, os restos mortais de Rondon estão no Cemitério São João Batista, no Rio de Janeiro, desde 1958.“A família de Rondon descartou, neste momento, o translado dos restos mortais do marechal, mas adiantou que podem ser adotadas outras formas de parceria com Mato Grosso, como exemplo, uma exposição permanente com a obra de Rondon em Cuiabá”, justificou o deputado do PSDB.

Wilson Santos acrescentou que também está em discussão a realização de uma expedição que repetirá o traçado da expedição científica Roosevelt-Rondon, que ocorreu entre 1913/1914. É provável que no segundo semestre haja uma definição sobre o tema, inclusive com companhias de cinema.

Fonte: Olhar Direto 

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