Governador de MT promete melhorias urgentes para indústrias do setor florestal
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Governador de MT promete melhorias urgentes para indústrias do setor florestal

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Em reunião ocorrida na manhã desta terça-feira (02/06), no Palácio Paiaguás em Cuiabá, com representantes da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt) e do setor de base Florestal, o governador de Mato Grosso, Pedro Taques, acenou a possibilidade de por fim à grande problemática do segmento – a liberação dos Projetos de Manejo Florestal Sustentável (PMFSs). Segundo o governador, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) irá analisar, tecnicamente, a possibilidade da liberação de 30% das áreas para manejo de forma emergencial, mesmo antes do parecer final, como está previsto na lei 233 de Política Florestal.  

Para o presidente do Sistema Fiemt, Jandir Milan, a proposta apresentada pelo governador durante a reunião é positiva porque não impedirá os empresários do setor de trabalhar. “As chuvas estão cessando e se não der condição de poder levar as toras até as serrarias, vai parar tudo.

A indústria florestal no passado foi a responsável em alavancar a economia do Estado e, apesar de toda contribuição gerando emprego e renda, sempre teve muitas dificuldades em desenvolver sua atividade econômica. A situação dos empresários é difícil porque, sem manejo, não tem como trabalhar. Assim acabam fechando as portas das empresas, o que iria gerar problemas sociais em todos os níveis”, disse Milan.

O presidente do Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira do Estado de Mato Grosso (Cipem), Geraldo Bento, destacou a preocupação da entidade com o número de empresas fechadas e o desemprego já gerado, além do que ainda pode ocorrer, caso a situação crítica do setor não seja solucionada. “Com essa proposta dos 30% dita pelo governador nos deixa mais otimistas, e acreditamos que vai melhorar. O governo prometeu e isso vai dar um suspiro para o setor não parar”, avaliou Bento.

Taques ressaltou a importância do setor florestal, e que irá trabalhar para resolver as problemáticas e desenvolver o segmento tão significativo para a economia do Estado. “O setor de base florestal não pode ser tratado como caso de polícia, deve ser tratado como uma questão econômica, uma questão social. Temos que reconhecer isso e a forma diferente de agir por parte do Estado. Vamos encontrar soluções para resolver esses problemas”, afirmou Taques.

A gestora da Sema, Ana Peterlini, anunciou durante a reunião que foi publicada, com a data desta segunda-feira (01/06), a Lei Complementar 567, que dispensa a vistoria prévia do manejo, tornando-a facultativa. Antes, o processo demorava de 60 a 90 dias e agora haverá mais agilidade nas liberações dos PMFSs.

“Também iremos realizar a contratação de dez funcionários e já remanejamos outros três para o setor de manejo. Outra meta é a desconcentração das Unidades Administrativas das análises de manejo, que serão realizadas nas próprias regionais”, relatou.

“O município de Alta Floresta passará a fazer esse trabalho a partir de 01 de julho, onde poderão contar com seis técnicos que irão analisar os PMFSs daquela região, ao mesmo tempo desafogando a sede”, pontuou Peterlini.

A secretária chamou atenção em relação à qualidade dos PMFSs, protocolados na Secretaria. Segundo ela, os engenheiros precisam aprender a fazer projetos de acordo com o roteiro apresentado pela Sema. Com isso, ganhariam mais tempo na liberação e, consequentemente, melhor aproveitamento dos técnicos que realizam o trabalho de análise.

O deputado estadual Dilmar Dal’Bosco, apresentou, também durante a reunião, proposta de terceirização de Técnicos Cadistas (analistas de imagens) que iriam agilizar a emissão do PMFSs, matéria essa que está em estudo pela assessoria jurídica do parlamentar.

Outro parlamentar, Oscar Bezerra, também presente na reunião, falou da necessidade de avançar os trabalhos porque o setor está clamando por socorro.

“Realizei algumas visitas na região norte e noroeste do estado e comprovei a situação crítica do segmento. Portas das indústrias estão fechando e pais de famílias sendo mandados embora. Então sugiro que sejam realizadas contratações de funcionários e uma força tarefa na aprovação dos manejos. Dessa forma, vamos evitar que outras empresas sejam fechadas e tentar minimizar os desgastes ocasionados em função do paradeiro de liberação dos PMFSs por parte da Sema”, concluiu Bezerra.

Participaram também da reunião os vice-presidentes do Sistema Fiemt Edgar Teodoro Borges e José Eduardo Pinto, os presidentes do Sindicato das Indústrias Madeireiras do Norte do Estado de Mato Grosso (Sindumad), Gleisson Tagliari, do Sindicato dos Madeireiros do Extremo Norte de Mato Grosso (Simenorte), Frank Rogieri, do Sindicato das Indústrias Madeireiras e Moveleiras do Noroeste de Mato Grosso (Simno), Roberto Rios, e do Sindicato das Indústrias Madeireiras do Médio Norte do Estado de Mato Grosso (Sindinorte), Claudinei Freitas.

A reunião contou ainda com a presença dos prefeitos de Contriguaçu, Rosângela Aparecida Neves, de Juína, Hermes Lourenço Bergamim, e Cláudia, João Batista Moraes de Oliveira.

 *Com informações do Cipem

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