Geller fica lisonjeado, mas diz não a convite para ser vice
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Geller fica lisonjeado, mas diz não a convite para ser vice

Fonte: Da Redação NMT
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Foto - Ednilson Aguiar/O Livre

O governador de Mato Grosso, Pedro Taques (PSDB), ainda tentando driblar seus desgastes pessoais e construir com habilidade um projeto de reeleição viável, deu um tiro n’água nesta semana. Nos bastidores, o gestor ainda sonha em atrair o DEM de Jaime Campos e outras agremiações estratégicas do ponto de vista de aglutinar politicamente, alastrar seu arco de aliança pelas prefeituras do interior, além de agregar em tempo de televisão e estrutura financeira. A mais recente cartada do tucano foi chamar o ex-ministro e pré-candidato a deputado federal pelo PP, Neri Geller, para ser seu vice.

Em fala a imprensa, Neri admitiu o convite, mostrou se honrado com a convocação, mas refugou e sinalizou preferir o projeto Congresso Nacional do que o Palácio Paiaguás ao lado do tucano. Como não poderia ser diferente e como é de praxe na política, Geller colocou a “culpa” no partido para dizer não a proposta e obviamente fugir de qualquer desgaste com aquele que pode ser o líder do seu grupo político para 2018. “Eu fico muito feliz por ser lembrado pelo governador, temos um ótimo relacionamento, mas, quem me conhece sabe que eu sou partidário. Meu compromisso é seguir a orientação do meu partido, onde meu nome está colocado para concorrer a uma vaga na Câmara Federal”, resumiu.

De toda maneira, o convite de Taques deixa claro que o governador do Mato Grosso não repetirá no próximo pleito o filtro rigoroso que outrora tinha para definir aliados de primeira hora. Geller foi citado por diretores da JBS/Friboi por supostamente ter sido beneficiado por esquemas envolvendo fraude com dinheiro público, bem como foi jogado na fogueira pelo ex-governador e delator, Silval Barbosa, que o acusou de ter usado a estrutura do Governo de Mato Grosso para pagar uma dívida pessoal com Carlos Fávaro (PSD) de R$ 1 milhão, algo negado por ambos, que garantem ter se acertado como milho e maquinários agrícolas.

Fávaro, aliás, até poucos dias atrás vice de Taques, é hoje um dos principais críticos ao Governo que fez parte e são deles informações que estão enriquecendo o discurso da oposição sobre a teoria de que o atual governador teria quebrado Mato Grosso. Segundo disse Fávaro em uma emissora de rádio, Taques pegou o Executivo Estadual com uma dívida de R$ 800 milhões e entregará com um rombo de R$ 4 bilhões.