Gás de cozinha sofre reajuste e botijão chega a R$ 62 em...
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Gás de cozinha sofre reajuste e botijão chega a R$ 62 em Divinópolis

Fonte: Do G1 Centro-Oeste de Minas
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A Petrobras aumentou em 9,8% o preço do gás liquefeito de petróleo para uso comercial, vendido em botijões de até 13 quilos – o popular “gás de cozinha”. Em Divinópolis, pesquisas realizadas pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) antes e depois do reajuste revelam que o produto custava em média R$ 50 e agora é encontrado a até R$ 60. No Bairro Interlagos, o G1 achou o produto a R$ 62.

Quando anunciou a mudança, a estatal estabeleceu que o aumento fosse de 3,1%. A partir do dia 21, quando a determinação entrou em vigor, os revendedores se viram obrigados a repassar ao consumidor final preços que consideram gastos característicos de cada negócio – como a forma da entrega, por exemplo.

A pesquisa realizada em 15 pontos de vendas instalados em 17 regiões da cidade mostrou que o botijão chega a ser encontrado ao valor mínimo de R$ 50 no Bairro LP Pereira. Já o preço mais alto, R$ 60, foi percebido nos bairros São José e Interlagos. O preço médio é de R$ 55,12.

O impacto disso pode ser percebido no bolso de consumidores como a universitária Rejane Machado Cordeiro, que divide um apartamento no Centro com outros quatro estudantes. Ela conta que sempre que o preço do gás sobe, todos os moradores são prejudicados.

“Como nós cinco gostamos de cozinhar, todos os dias usamos o gás de cozinha. Por isso, precisamos trocar o botijão mais ou menos uma vez a cada dois meses. Quando compramos, dividimos o preço entre nós. Então todos somos prejudicados”, comentou.

Em uma distribuidora no Bairro Interlagos, um funcionário contou ao G1 que os consumidores têm telefonado para perguntar os preços. “Estão pesquisando bastante antes de comprar porque quase todo mundo está sem dinheiro”, ressaltou.

Antes do aumento, o botijão de 13 quilos custava de R$ 55 a R$ 58. Agora, varia entre R$ 58 e R$ 62. “Esses aumentos afetam também os revendedores porque fica mais caro para nós. Nem sempre conseguimos reduzir muito o preço final porque temos custos que subiram”, explicou.

O economista Leandro Maia, da Faculdade de Ciências Econômicas, Administrativas e Contábeis de Divinópolis (Faced), disse que a diferença de preços que o consumidor encontra no mercado permite economias significativas. 

“O gás é uma necessidade básica em nossos lares. Então, o consumidor que pesquisar os preços e sempre optar pelos mais baratos terá em cada compra uma economia garantida em relação ao produto mais caro”, acrescentou.

O especialista também aconselha o consumidor a se esforçar para economizar em casa. “Tentar reduzir o consumo e evitar desperdícios faz com que a carga do botijão dure mais. Infelizmente, nem todo mundo consegue reduzir o consumo do gás. Os restaurantes, por exemplo, praticamente não conseguem fazer isso, mas repassam esse custo a mais ao consumidor”, finalizou.