Gaeco cumpre mandados em 2ª fase de operação contra desvios na ALMT...
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Gaeco cumpre mandados em 2ª fase de operação contra desvios na ALMT e TCE-MT

Dinheiro teria sido desviado por meio de convênios de instituições públicas com a Faespe. Justiça decretou 13 mandados de busca e apreensão e condução coercitiva.

Fonte: G1
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Ministério Público de Mato Grosso (Foto: Mayke Toscano/Gcom-MT)

O Grupo de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Estado (MPE), deflagrou nesta sexta-feira (30) a segunda fase da operação Convescote, que apura desvio de dinheiro da Assembleia Legislativa e do Tribunal de Contas do Estado. Devem ser cumpridos 13 mandados de condução coercitiva e de busca e apreensão contra servidores do TCE, da ALMT e funcionários do Sicoob (Sistema de Cooperativas de Crédito) e da Faespe (Fundação de Apoio ao Ensino Superior Público Estadual).

O TCE-MT e a ALMT informaram que vão se posicionar sobre o assunto ainda nesta sexta. A Assembleia, porém, adiantou que os mandados não foram cumpridos dentro do prédio da instituição.

Os mandados foram expedidos pela Vara Especializada do Crime Organizado (7ª Vara Criminal). Conforme o MPE, a suposta organização criminosa alvo da operação desviou dinheiro público por meio de convênios com a Faespe. O bando também é suspeito de peculato, lavagem de capitais e corrupção ativa.

A primeira fase da operação foi deflagrada no dia 20 de junho. Segundo o MPE, mais de R$ 3 milhões em recursos públicos foram desviados entre os anos de 2015 e 2016. O líder da quadrilha seria Marcos José da Silva, que na época dos supostos desvios ocupava o cargo de secretário-executivo de Administração do TCE. Ele foi preso preventivamente na semana passada.

Conforme as investigações, a Faespe, por meio de convênios com o TCE e a ALMT, subcontratava empresas fictícias, usando dinheiro público. O MPE diz que quem atestava as notas fiscais dos ‘serviços’ era um funcionário da fundação, e não um servidor público escalado para fiscalizar os convênios. E quem avalizava as notas fiscais também teria uma empresa aberta no nome dele para prestar os mesmos serviços das demais empresas investigadas na Convescote.

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