Fazendeiro é preso por desmatamento ilegal e crime ambiental em área próxima...
Supermoveis

Fullbanner2


Fazendeiro é preso por desmatamento ilegal e crime ambiental em área próxima à MT-130

Fonte:
SHARE
Ilustração / Foto Arquivo

Por: Ailton Lima

 

O empresário e fazendeiro, Miguel Gonçalves Filho, de 48 anos de idade, conhecido como “Miguelzinho”, foi preso por policiais da Policia Militar Ambiental nesta quinta-feira (19), após ter sido flagrado desmatando uma área de preservação permanente, na cabeceira do Córrego do Café, na MT-130, um manancial afluente do Córrego Arareau.

De acordo com o BO registrado pela PM Ambiental, a guarnição passava pelo local e percebeu o desmatamento na referida área e resolveu fazer a constatação.

Os policiais descobriram que a vegetação nativa de uma área de charco onde existem diversos mananciais (minas d’água), havia sido derrubada e plantado sementes de pastagem, totalizando cerca de 5,1 hectares.

No local, segundo a PM, foram encontradas, maquinas agrícolas utilizadas no desmatamento, e no crime ambiental.

Questionado sobre a situação já na sede do Núcleo Ambiental da PM, o fazendeiro, que não se encontrava no local no momento da abordagem na fazenda, mas teria sido representado por sua advogada, disse não possuir as devidas licenças ambientais, nem as eventuais autorizações para o desmate, que no caso seriam proibidas por se tratar de uma APP- Área de Preservação Permanente.

O fazendeiro disse ainda que procurou a SEMA local e teria sido informado por uma funcionária, que a área não necessitava de licença, já que como ele havia declarado a ela mostrando foto do local, a referida área já teria sido desmatada há cerca de três anos, e já estaria sendo utilizada como pastagem.

Por conta dessa constatação/infração o Miguelzinho recebeu uma multa da PM Ambiental no valor de R$ 30 mil e vai responder por crime ambiental (incurso no art.38 da lei 9.605/98).

Encaminhado à 1ªDP, o fazendeiro acabou autuado em flagrante delito por crime ambiental pelo delegado Claudinei de Souza Lopes, que efetuou uma checagem na vida pregressa do suspeito e constatou diversas passagens, incluindo processos na justiça de Mato Grosso e São Paulo.

Por conta desse detalhe, o delegado não arbitrou fiança para que o mesmo pudesse responder ao inquérito em liberdade e Miguel Gonçalves foi encaminhado à Cadeia Pública anexa à Penitenciaria Regional da Mata Grande, enquanto aguarda um pronunciamento da justiça.

Montreal