Fávaro na tática do “vai que cola”
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Fávaro na tática do “vai que cola”

Fonte: Da Redação NMT
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Foto - Reprodução

O ex-vice-governador por Mato Grosso, Carlos Fávaro (PSD), segue dizendo que seu projeto para as eleições 2018 é o Senado Federal, algo decidido internamente pelos correligionários do partido muito antes deste momento, segundo o próprio. O problema é que, em política, as coisas vão muito além da vontade pessoal e até mesmo da partidária. Uma candidatura desse tamanho, ocupando espaço de protagonismo dentro de uma chapa majoritária, requer muitos ingredientes que, inclusive, estão faltando ao social-democrata.

A tática mais recente, pelo jeito, são veiculações rotineiras, de repente por apoiadores ou jornalistas pessoalmente simpáticos à causa, de criar a realidade que o projeto Fávaro está crescendo, quando a verdade é que não está. Do ponto de vista de pesquisas eleitorais, sejam as divulgadas ao público ou as de consumo interno dos partidos, o ex-aliado de Taques não aparece muito diferente do que há meses atrás, estando sempre com menos da metade da intenção de votos dos dois primeiros colocados, desde a época em que acumulava a função de vice e secretário.

Outro fator sensível do projeto do produtor rural é sua inconstância, já que o PSD já foi praticamente cravado no arco de aliança de Wellington Fagundes (PR), flertou com o projeto de Pedro Taques (PSDB) e agora diz-se que está conseguindo espaço junto ao grupo de Mauro Mendes (DEM). Ocorre que o democrata deve ter Otaviano Pivetta (PDT), liderança da mesma região e cidade de Fávaro, como vice, além de Jayme Campos (DEM) como uma figura confirmada na busca do Senado.

Incluir o ex-vice-governador nisso é duplicar a representatividade do norte do estado no projeto, deixando perigosamente descoberto todo o sul com Rondonópolis, onde Pedro Taques (PSDB) já conta com apoio do prefeito Zé Carlos do Pátio, dentre outras tantas cidades importantes como Primavera do Leste, Campo Verde, Guiratinga e tantas outras como a própria Itiquira do deputado estadual Nininho, que inclusive é do PSD de Fávaro e não tem entusiasmo algum com o projeto majoritário do correligionário.

Por fim, o discurso de ser um potencial herdeiro dos votos e da liderança de Blairo Maggi (PP) não se sustentam já que, embora sejam do mesmo setor, não há nenhuma ligação mais estreita ou compromissos firmados entre as lideranças rurais ligadas a Blairo com Fávaro.