Fagundes sinaliza campanha sem “briguinha pessoal”
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Fagundes sinaliza campanha sem “briguinha pessoal”

Fonte: Da Redação com OD
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Senador e pré-candidato ao Governo do Estado, Wellington ignorou prisões dos primos do atual governador e pré-candidato a reeleição, Pedro Taques, e não teceu críticas. Foto - Rogério Florentino/OD

Pré-candidato ao Governo de Mato Grosso, o atual senador da República, Wellington Fagundes (PR), sinalizou à imprensa, na última semana, que não usará casos como a prisão dos primos do governador, Pedro Taques (PSDB), que tenta viabilizar seu projeto de reeleição, como plataforma de campanha. Mesmo com a denúncia de possível envolvimento sobretudo de Paulo Taques, que foi braço direito e secretário chefe da Casa Civil do governo de Pedro, em um esquema que teria desviado mais de R$ 27 milhões do Departamento Estadual de Trânsito – Detran/MT e que agora é investimento pela Operação Bereré, Fagundes não considera que o caso deva ser tema para ser emergido ao debate eleitoral que se avizinha.

“Olha, eu não sei fazer política pisando nos outros. Eu sempre tenho dito que eu não sou homem de briga. Eu sou um homem de luta, que procuro trabalhar muito pra buscar os resultados disso. Eu acho que a população vota, e o voto é uma confiança. O trabalho é a melhor resposta. Então eu acho que questão de justiça cabe à Justiça resolver. Nós políticos temos que trabalhar, pensar para a frente, pensar no horizonte, trazer novas perspectivas para a população, essa historia de ficar com briguinha pessoal… Se alguém errar, vai pagar. E aí cabe à Justiça”, defendeu Wellington, que em 2014 expôs a aposentadoria de ex-governador do então adversário ao Senado Federal, Rogério Salles (PSDB).

O republicano tem ao seu lado, até o momento, as presenças do PSD e PMDB como grandes aliados do seu projeto de oposição, junto a outros partidos menores como o PSB, PV, PTB e PCdoB. Deputado federal da história de Mato Grosso com maior números de mandatos, seis legislaturas consecutivas (1990, 1994, 1998, 2002, 2006, 2010), Fagundes também conta com apoios esporádicos e pontuais independente do seu arco de aliança. Liderança do PSL em Rondonópolis, por exemplo, o vice-prefeito da cidade, Ubaldo Barros, ignorou a pré-candidatura ao Governo do Estado do ex-prefeito de Sorriso, Dilceu Rossato, pelo seu partido, e já hipotecou publicamente apoio a Wellington para a sucessão do Palácio Paiaguás.