Fagundes estuda cenário e pode desistir por acordo
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Fagundes estuda cenário e pode desistir por acordo

Fonte: Da Redação NMT
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Wellington Fagundes, à dir., em papo com o possível candidato do DEM ao Palácio Paiaguás, Mauro Mendes. Foto: Ednilson Aguiar/O Livre

Pré-candidato pelo PR ao Governo de Mato Grosso, em 2018, o atual senador, Wellington Fagundes (PR), em tese, não teria nada a perder entrando na disputa em 2018, já que ainda tem mais quatro anos garantido de mandato no Congresso Nacional dentro do mais nobre parlamento do país. Mas como política não é só feita de “hoje”, e alguém que já sobrevive a tantas eleições na vida pública como Wellington está cansado de saber disso, nada mais natural que olhar o horizonte.

Embora tenha o apoio do PMDB de Carlos Bezerra, resta Wellington o PSD do ex-vice-governador, Carlos Fávaro, que ainda é um figura que surge como um grande ponto de interrogação eleitoral, e um agrupamento partidário muito frágil para justificar um projeto tão desgastante como esse. Mesmo tendo vencido uma majoritária, em 2014, a eleição para o Executivo é pesada e Fagundes tem analisado a questão. Receoso com a maneira que poderia sair da disputa, Fagundes teria iniciado um diálogo com os outros grupos que se articulam para entrar na disputa, liderados por PSDB e DEM.

A grande preocupação do senador é 2022 e o seguimento de seu espaço na elite política do estado. Como daqui quatro anos apenas uma vaga de senador estará em disputa, diferentemente de agora que são duas, as rusgas criadas neste momento poderiam ecoar no tempo e um possível governador eleito no próximo outubro já iniciaria o trabalho de fortificação de um nome que poderia lhe causar problemas na reeleição. Do contrário, seu apoio agora pesa e muito para o fechamento de um compromisso futuro e talvez o republicano seja um dos mais habilidosos a amarrar dentre os atores políticos do estado.

Mesmo com o possível descontentamento do PMDB, em relação a sua possível desistência, o republicano faz as contas do menos prejuízo e tem confidenciado nos bastidores que a possibilidade de recuo existe. É claro que com a chegada de novas pesquisas e um cenário menos nebuloso, Fagundes pode ser levado a repensar e seguir no jogo, mas a dificuldade de formar uma chapa de senadores competitiva, a de atrair novos e relevantes partidos, bem como investidores financeiros para um projeto político desta amplitude, tem feito o veterano coçar a cabeça. Até porque, como se diz na roça, macaco velho não pode pisar em galho seco.