Fagundes aponta que Taques aprofundou crise de MT
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Fagundes aponta que Taques aprofundou crise de MT

Fonte: Da Redação
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Senador questiona o porquê dos atrasos e serviços piorados se o estado aumentou a arrecadação. Foto - Assessoria/Senado

O senador Wellington Fagundes (PR), até bem pouco tempo atrás, foi apontado como possível candidato a governador em 2018, muito provavelmente, sendo o maior nome da oposição, que tem o seu PR e o PMDB como grandes protagonistas. A conversa, aparentemente, esfriou, mas as alfinetadas ao atual governador de Mato Grosso e provável candidato a reeleição, Pedro Taques (PSDB), voltaram nesta semana, quando o parlamentar falava sobre a necessidade de aprovação urgente do projeto que liberará os recursos do FEX (Fundo de Exportação) ao estado. O senador usou o termo “penúria” para classificar a situação dos setores de governo e falou sobre agravamento de crise de 2015 para cá.

O republicano pontuou ainda os muitos trabalhos já realizados pela bancada federal, formada pelos oito deputados e os três senadores, e sinalizou uma má aplicação dos recursos deliberados, cravando que a atual gestão (Taques) piorou as coisas no que tange aos serviços públicos no estado, mesmo com mais dinheiro. Desde 2015, efetivamente, o trabalho da bancada já rendeu diretamente próximo de R$ 500 milhões aos cofres de Mato Grosso (FEX, Repatriação). Além desse primeiro montante, as emendas coletivas e individuais foram em boa parte enviadas para socorrer a saúde e setores essenciais, sem contar um financiamento conseguido junto ao Banco do Brasil de R$ 600 milhões para construção de pontes e estradas, em que a força dos parlamentares também foi fundamental para que o dinheiro saísse.

Para 2018, mais de R$ 125 milhões de emenda impositiva devem chegar só para atender o caos da saúde e, nesta semana, uma dívida de mais de R$ 100 milhões da Conab foi paga. Do FEX, uma bolada de quase R$ 500 milhões é esperada já para este ano. Fagundes, a exemplo do que já havia falado ao NMT o deputado federal Valtenir Pereira (PSB), questionou em discurso no plenário no Senado Federal a eficácia do trabalho de Taques e apontou para um agravamento dos problemas com sua chegada a chefia do Executivo. “Mesmo sendo um dos únicos estados que aumentou a arrecadação, eu não sei por que o Governo do Estado aprofundou a crise”, indicou o líder republicano, que ressaltou o esforço da bancada e o aumento da arrecadação, e lamentou que, mesmo com a crescente, as políticas públicas no estado não conseguem avançar e os atrasos se acumulam. “Todas as áreas estão vivendo em uma situação de penúria no Estado de Mato Grosso”, atacou.

Wellington tem mandato até fevereiro de 2023 e, em tese, teria situação confortável para concorrer ano que vem, já que não precisa se afastar do mandato e, em caso de derrota, nada muda da sua condição atual.

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