EXCLUSIVO: Chefe de cozinha preso, assume esquema de abastecimento de droga na...
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EXCLUSIVO: Chefe de cozinha preso, assume esquema de abastecimento de droga na Mata Grande

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Penitenciaria Regional de Mata-Grande

Por: Ailton Lima

O Serviço de Inteligência do Sistema Prisional da Penitenciária Regional da Mata Grande (Serviço de Operações Especiais), desmantelou na tarde de ontem (11), um forte esquema de abastecimento de droga e objetos irregulares para o interior da unidade, e o cozinheiro-chefe, Adilson Moura da Silva, de 35 anos de idade, que trabalha na empresa que fornece a alimentação para o presídio, assumiu a responsabilidade pelo tráfico.

Onze pessoas foram detidas e encaminhadas à 1ª DP, suspeitas de envolvimento no esquema criminoso. Todavia, as investigações evoluíram, e após ouvir as pessoas, a polícia descobriu um dos verdadeiros esquemas de abastecimento de droga na unidade prisional.

Na verdade, tudo teria se dado, com a apreensão de alguns tabletes de maconha (um tablete grande, um médio e quatro pequenos) celulares, chips, carregadores e outros materiais, no momento da chegada da janta para os reeducandos, por volta das 16h30.

Como funcionava o esquema

Segundo as investigações, o esquema funcionava assim: o cozinheiro-chefe assumiu que tinha um acerto com uma pessoa que ele não soube identificar, e com quem teria feito contato apenas por telefone, e que esta pessoa fornecia a droga e os materiais ilícitos que seriam introduzidos no convívio do presídio.

Para essa transação o cozinheiro receberia R$ 1 mil por vez, e o dinheiro era depositado em sua conta no banco. A pessoa deixava os materiais próximo num prédio abandonado perto da empresa, o cozinheiro pegava, e no momento oportuno, aproveitando que estava só na cozinha, introduzia nos marmitex, que eram embalados e lacrados.

Ilustração
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Esse material então já devidamente etiquetado, com o nome do raio a que se destinaria, era colocado nas caixas-box (térmica) e enviado à penitenciária.

Como as marmitas estavam devidamente etiquetadas, os contatos de cada raio, onde o material ilícito seria entregue, se encarregava de receber e distribuir.

Tudo indica que o cozinheiro fazia o esquema sozinho e deveria repeti-lo pelo menos três vezes por semana.

Apesar da confissão do cozinheiro, as 11 pessoas detidas (trabalhadores da cozinha, motorista e auxiliar), foram autuadas em flagrante delito por associação ao tráfico, mas diante da confissão do cozinheiro, é possível que sejam arroladas no inquérito apenas como testemunhas.

Arrependeu

Num primeiro momento, o suspeito Adilson negou que tivesse participação no esquema, mas depois a consciência pesou em ver que seus colegas de trabalho seriam punidos injustamente por algo que ele teria feito sozinho, se arrependeu, voltou a trás no depoimento e assumiu a bronca sozinho.

As investigações continuam para ver se  haveria mais alguém envolvido no esquema, e principalmente quem seria essa pessoa responsável pelo esquema criminoso, que contratou os serviços do cozinheiro.

Montreal