Ex-presidente do Intermat revela que Silval ordenou pagamento de R$ 7 milhões
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Ex-presidente do Intermat revela que Silval ordenou pagamento de R$ 7 milhões

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Foto: Internet

O depoimento do ex-presidente do Intermat, Afonso Dalberto, aos promotores do Grupo de Ação e Combate ao Crime Organizado (Gaeco) compromete o ex-governador Silval Barbosa (PMDB) nas fraudes investigadas na “Operação Seven”. Ambos tiveram mandados de prisão cumpridos na última segunda-feira por conta da compra irregular de uma área na região do Manso, entre Rosário Oeste e Nobres.

Dalberto informou que recebeu ordem expressa do ex-governador para autorizar o pagamento da área de 3,2 mil hectares pertencente ao médico Filinto Correa da Costa. A determinação ocorreu numa reunião realizada na Casa Civil do Governo do Estado, que contou com a presença ainda do ex-secretário Pedro Nadaf e do procurador aposentado Francisco Gomes de Andrade Lima Filho, o “Chico Lima”.

O ex-presidente contou que fez reivindicações para o Intermat na reunião. Ele citou que reclamou que o órgão não tinha estrutura e faltava recursos até para materiais básicos, como café. Na ocasião, o então governador disse que “daria um jeito” para resolver o pleito.

A revelação de Dalberto traz a cena das fraudes, pela primeira vez, o procurador aposentado. “Chico Lima”, aliás, é cunhado do antigo proprietário da área e pode ter agido como intermediário do esquema.

Ele é investigado em outras fraudes ocorridas na gestão de Silval. Atualmente, ele está sendo monitorado eletronicamente por conta de seu envolvimento na “Operação Sodoma”, que investiga a “venda” de incentivos fiscais no Estado.

Na denúncia da “Operação Sodoma”, o procurador aposentado foi apontado como o encarregado de  “fazer a correria” para o ex-governador. Ele foi o responsável por trocar cheques do grupo Tractor Parts em empresas de factoring.

Contudo, na “Operação Seven”, não houve nenhum mandado contra o ex-procurador. Na decisão que determinou o cumprimento de mandados de prisão e busca e apreensão, o nome dele não é citado.

As declarações de Dalberto ao Gaeco vão de encontro as contestações da defesa do ex-governador. Em declaração na tarde de ontem, o advogado Valber Mello criticou o decreto prisional contra Silval citando que ele foi baseado na assinatura de um decreto. “Não chega a ele todo o procedimento. Chega apenas a minuta do decreto. Ele procedeu sua assinatura após passar por análises de todos os setores competentes”, disse o jurista.

Fonte: FolhaMax

Montreal