Eu não acredito vendo!
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Eu não acredito vendo!

Fonte: Chico Oliveira
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Vereadores ainda precisam de três assinaturas para CPI. Foto: internet.

É atribuída a São Tomé a parábola do “só acredito vendo”, mas parece que nem mesmo textos bíblicos alguns vereadores de Cuiabá conseguem ler. Poxa, será mesmo que aquele não era um pagamento legal?, pensam alguns.

Outros dizem: “vai ver o Emanuel tinha feito um empréstimo com o Silval para poder pagar aquela dívida antiga do seu Salim, e só foi no Palácio pra receber mesmo. Tem lugar melhor? Aquela delícia de ar-condicionado!”.

Nem tudo é o que parece, caro parlamentar!

Para pagar o seu Salim é que aquele dinheiro não foi não, já que a Justiça bloqueou, lá em 2016, mais de R$ 800 mil que ele devia ao empresário. Empresário que, diga-se de passagem, recebeu um calote estrondoso de Emanuel. Imagine só que o paletó guloso queria pagar sua dívida com esmeraldas falsas. Quanta ousadia!

Emanuel Pinheiro e seus apoiadores vivem neste momento uma sobrevida, um último respiro antes do derradeiro final. Parece impossível que algum fenômeno natural como um tsunami ou um furacão tenha a capacidade de abafar tamanho estrago na carreira política do faminto monocelha, por mais que os petrificados vereadores da base rezem.

Mas o que adianta rezar se você nem sabe ler textos bíblicos? Voltamos lá no começo. É naquele livro grosso e sagrado onde também está escrito “não roubarás”. Que ousadia essa de Deus, não é verdade? Não roubarás é demais! Deve ser mais um daqueles textos complexos que dependem da interpretação subjetiva de cada um, não é verdade?

Agora, falando sério, tomara que os vereadores saiam do coma e não demorem com os subjetivismos. Até porque o tempo está passando e o desgaste vai ficando maior. Dos 25 vereadores, apenas sete apoiam a CPI de Emanuel. E desses, um não pode votar por estar licenciado. O povo precisa mostrar nas ruas o que é moral, o que é ético, pressionar os vereadores eleitos para que haja investigação, até porque parece que na Casa dos Horrores só há espaço para subjetivar o que todos os olhos já viram, em cores e em alta resolução, pela TV.

Nesses casos, meus amigos, nem precisa saber ler.

Montreal