Estudantes do RS criam farinha saudável feita de baratas
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Estudantes do RS criam farinha saudável feita de baratas

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“Os insetos, além deles ocuparem menos espaço e serem mais ecológicos, suprem a falta de proteína”, revela especialista

Após pesquisa, estudantes da Universidade Federal de Rio Grande (Furg), no Rio Grande do Sul, criaram uma farinha saudável que utiliza um ingrediente nada comum: a barata Cinérea.

A engenheira química de alimentos, Andressa Lucas, alega que o processo de criação desta farinha envolve diferentes etapas.

“A gente compra eles de um criadouro de insetos, eles são criados de maneira asséptica, porque são vendidos na verdade para ração animal. Recebemos eles já desidratados, aí eles passam por uma série de etapas. Moemos eles em um moinho de bolas por um tempo predeterminado, depois peneiramos para conseguir diminuir a granulometria. Depois, então, com a farinha pronta, podemos adicionar em qualquer tipo de alimento, em pão, em bolo, em barrinhas de cereal”, explica.

De acordo com o G1, o estudo revelou que o alimento pode trazer benefícios não só para a saúde, como também para o meio ambiente. “Como a ONU estima que até 2050 a população mundial vá crescer em até 9,2 bilhões de habitantes, não existe área de terra disponível para produzir todo o gado e para que tenha quantidade de proteína suficiente para necessidade populacional. Então os insetos, além deles ocuparem menos espaço e serem mais ecológicos, eles suprem essa falta de proteína”, conta a especialista Lauren Monegon.

Um pão habitual é composto por 9,68% de proteína e um integral, 13,85%. Já um pão com apenas 10% da farinha de inseto apresenta cerca de 23% de proteína, aponta o estudo.

“No Brasil, nós não estamos tão acostumados a consumir insetos, mas os povos indígenas sim. Os índios consomem e em outros lugares consomem. Na África, por exemplo, na Ásia, América Central, como é o caso do México, se consome muitos insetos. Nós é que não temos essa cultura, então nos parece uma coisa um pouco diferente, temos uma certa resistência pra aceitar”, afirma a professora Myrian Salas Mellado.

Fonte:BRASIL PESQUISA