Especialista português avalia que MT é exemplo de avanço em conciliação e...
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Especialista português avalia que MT é exemplo de avanço em conciliação e mediação

Fonte: Assessoria
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Foto: Assessoria

A solução de conflitos é uma das principais prerrogativas do Estado durante um processo judicial, mas os problemas gerados nos mais diversos âmbitos das relações humanas podem ser solucionados entre as partes por meio da mediação ou conciliação, de forma judicial ou extrajudicial. É o que orienta o mediador português David Santiago.

Para o especialista, que adquiriu experiência na solução de conflitos atuando por praticamente duas décadas na Inglaterra e em Portugal, Mato Grosso é exemplo para o mundo no uso da mediação e conciliação como forma de solução de litígios.

“Em Portugal ainda estamos esperando pela modernização no Código de Processo Civil como foi realizado aqui no Brasil, em 2015, enquanto que na Inglaterra a autocomposição por meio de mediação e conciliação já está em níveis avançados”, revela Santiago.

David Santiago esteve em Cuiabá para difundir os institutos jurídicos da conciliação e mediação por meio da aplicação de coaching sobre estes assuntos. Nesta quinta-feira (23), a presença do advogado e mediador português foi destaque no 2º Almoço com Mediação, realizado pela mediadora Nalian Cintra.

O evento contou com a participação da desembargadora Clarice Claudino da Silva, que é uma das pioneiras a incentivar o uso dos institutos jurídicos na resolução de conflito e oferecer alternativas extrajudiciais que evitem os burocráticos e demorados processos judiciais.

“Em seis anos de criação dos Centros Judiciários de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejuscs), a partir da Resolução 125 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) de 2010, a autocomposição por meio da mediação e da conciliação tem trazido ótimos resultados para os cidadãos mato-grossenses. Neste período já foram capacitadas duas mil pessoas que hoje atuam como mediadores ou propagadores desta forma de solucionar os problemas e diminuindo essa cultura de litígios”, pontua a desembargadora Clarice Claudino.

A desembargadora avalia que vinte anos atrás era impensável a discussão sobre mediação e conciliação principalmente em eventos como o 2º Almoço com Mediação. “Por diversas vezes, fui voz única a falar sobre esses métodos alternativos de solução de conflito, e que hoje deixaram de ser alternativos e são indicados a ser como ferramentas importantes para desafogar o poder Judiciário”, enfatiza Clarice Claudino.

CELERIDADE – A mediadora Nalian Cintra explica que a mediação é a conciliação devem ser abraçadas pela sociedade, porque são os modelos que oferecem celeridade e economia – pois são bem mais baratas que no processo judicial, embora tenha custas. “Outra vantagem e o maior nível de satisfação entre as partes, o que nem sempre é possível com uma decisão judicial”, explica a especialista.

“Vale ressaltar que a mediação e a conciliação existem tanto de forma judicial como extrajudicial. Diversos tipos de problemas podem ser resolvidos por estes meios e em audiências que duram em média apenas três horas”, diz Nalian.