Esbanjando discurso fácil, Galli tenta ser uma mistura de Feliciano e Bolsonaro
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Esbanjando discurso fácil, Galli tenta ser uma mistura de Feliciano e Bolsonaro

Fonte: Da Redação NMT
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Foto - ODOC

Não é de hoje que o atual deputado federal e agora presidente do PSL em Mato Grosso, professor Victório Galli, tenta de todas as maneiras chamar a atenção da imprensa com pautas extremamente superficiais, abandonadas de solidez de argumentos ou que retrate o mínimo dos maiores interesses reais dos mato-grossenses. Mesmo com o estado recheado de problemas como a saúde pública, com iminência de fechamento de seus hospitais regionais, ou mesmo as condições precárias das rodovias que cortam o Mato Grosso, estaduais ou federais, o parlamentar prefere seguir se preocupando com as mensagens subliminares dos desenhos da Disney, tentando dizer com isso que é um defensor da família, bem como tem replicando em suas ações as proferidas pelo pré-candidato da Presidência da República, Jair Bolsonaro (PSL).

Óbvio que Galli conta para seu projeto de reeleição, em 2018, novamente com a força dos votos evangélicos, sobretudo os da Assembleia de Deus, onde congrega e recebe desde 2010 homologação para ser o candidato a federal de 200 mil membros, aproximadamente, divididos em cerca de dois mil pastores. Mas a postura do parlamentar em abrir outras frentes e buscar os votos de Bolsonaro, ou seja, da extrema direita avista, deixa claro que Victório possa estar enxergando que talvez não seja mais tão unanimidade assim ou, de fato, o professor quer fazer carreira longa na política eletiva e sabe que para alçar voos mais altos no futuro, como o Senado Federal, precisa ir desde já arrebanhando novos públicos.

A preocupação fica evidente quando o político mato-grossense tenta também replicar uma postura meio Feliciano de ser. O citado deputado de São Paulo foi um dos que nacionalmente queria instituir oficialmente a cura gay e não se contenta em ficar um mês que for sem estar envolvido em alguma nova e acalorada discussão, que normalmente ele mesmo quem causa. Repetindo exatamente os mesmos passos, Galli quer a proibição, em forma de projeto de lei, de pais homossexuais adotarem crianças. O deputado, porém, foi além e incluiu solteiros e casais, mesmo héteros, com união ainda não formalmente reconhecida, de serem impedidos de terem o mesmo direito de ter um filho adotivo. Aparentemente, o fogo que o deputado quis botar não pegou, a mídia nacional ignorou o assunto e ele já deve estar atrás de outra faísca.

Nos últimos dias, Galli tem tentado se aproximar de Nelson Barbudo, também do PSL e talvez um dos mato-grossenses mais famosos da internet. Apesar de serem agora do mesmo partido, o segundo não era lá muito empolgado com a ideia da chegada do professor, mas teve de aceitar a decisão de cima para baixo e hoje é o vice-presidente do partido. A ironia do destino é que os dois, dependendo o arco de aliança formado e desempenho da legenda, podem até mesmo brigar um com o outro para saber quem vai ou não para Brasília em 2019, já que Barbudo também deve buscar nas urnas a Câmara Federal.