Era só o que faltava…
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Era só o que faltava…

Fonte: Da Redação NMT
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Júlio Campos, que já foi deputado federal, prefeito, governador e senador, quer ser deputado estadual, único posto de destaque que lhe falta no estado. Já o irmão Jayme, ex-prefeito, ex-governador e ex-senador, quer novamente o alto parlamento em 2018. Foto - ODOC

O neto que vai votar pela primeira vez em 2018 no Mato Grosso, aos 16 anos, não terá problemas para explicar ao avô quem serão suas opções de voto ao legislativo caso queira escolher os chamados nomes mais “conhecidos” e que devem vir forte para a disputa eleitoral. Ao que tudo indica, poderá dizer, por exemplo, que votará para deputado estadual em Júlio Campos (DEM) que há cerca de 45 anos atrás já era prefeito da importante Várzea Grande, antes de seguir para uma saga entre praticamente todos os cargos eletivos possíveis. o eleitor novato ainda poderá completar seus escolhidos com Carlos Bezerra (PMDB) para deputado federal, que na mesma época que Júlio era prefeito já ocupava uma cadeira como deputado estadual. Já para senador, uma das opções será Jayme Campos, irmão de Júlio e que há 35 anos também iniciou sua carreira política comandando Várzea Grande, antes de ser senador e governador.

Para muitos, a saga de Jayme e da milionária família Campos havia sofrido um abalo com seu recuo para concorrer a única vaga disponível ao Senado, em 2014, e com a doença de Júlio. Bem cotado há quatro anos atrás, Jayme disputaria com Wellington Fagundes (PR), que acabou sendo eleito, e com Rogério Salles (PSDB), a sua então reeleição. Para a surpresa de todos, Jayme decidiu retirar candidatura, segundo apurou-se nos bastidores por indicação de sua equipe jurídica e política, após feitas algumas pesquisas de intenção de voto, além da necessidade de dar maior atenção aos processos que corriam contra si. Jayme também decidiu dedicar-se a administração da esposa Lucimar Campos, que assim como ele e o irmão comanda agora Várzea Grande, apesar de já ter visto a Justiça Eleitoral pedir sua cassação duas vezes.

Já Júlio passou por um transplante de fígado no ano passado, após lutar mais de 10 anos contra uma cirrose hepática. Surpreendendo médicos, a família e a classe política com seu rápido restabelecimento, Júlio já fechou, ao lado de Jayme, um acordo com as grandes forças políticas do estado e entregarão o DEM, que há anos está em suas mãos, para que Mauro Mendes e cia limitada montem um projeto para disputar a sucessão de Pedro Taques (PSDB) em Mato Grosso, em 2018. A exigência foi só a vaga de senador para Jayme e a de deputado estadual para Júlio. Aliás, este último quer uma das 24 cadeiras da Assembleia Legislativa de Mato Grosso também para cumprir uma meta pessoal de ser “tudo” em relação a posição política no estado. Júlio que já foi deputado federal, senador, prefeito e governador, fecharia todo o ciclo com o parlamento estadual.

E olhando para a genética da família Campos, a história dos dois pode estar longe de ter fim, caso seja da vontade dos irmãos seguir disputando eleições. Isto porque o pai, o popular “Fiote”, morreu aos 90, em 2007, e a mãe, Amália, faz 93 nos próximos dias. Pelo jeito, vai dar tempo do personagem inicial deste texto, que vota pela primeira vez esse ano, ter um filho e, se bobear, o mesmo ainda terá as mesmas opções que o pai tem agora nas urnas. Os ex-governadores, ex-prefeitos e ex-senadores Júlio e Jayme Campos têm, atualmente, 71 e 66 anos de idade, respectivamente.

Se “panela velha é que faz comida boa”, aí é com eleitor. Mas como diria o bom pensador, fazer o mesmo e esperar que coisas novas aconteçam é, no mínimo, insano.