Equipe – O aprender e o ensinar.
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Quando pergunto a um empresário o que ele espera de sua empresa, é comum ouvir respostas como, “espero que minha empresa cresça”, “que os lucros aconteçam”, “que as vendas aumentem”, enfim é habitual elencarem fatores de crescimento financeiro, aumento de sua participação no mercado ou aumento de vendas, e para isso investem em publicidade com o intento de divulgar seu produto ou serviço a uma grande quantidade de pessoas, investem na infraestrutura para propiciar um ambiente bonito, aconchegante aos clientes e que estes tenham uma experiência de compra formidável. Também mudam processos, investem em tecnologia, trocam fachada, sempre com a intenção positiva de conquistar seu objetivo de crescimento. É possível observar que muitas empresas também “mandam” seus funcionários participarem de capacitações diversas, cursos, workshop, seminários, palestras e oficinas. Utilizo o termo “mandam”, pois é comum ouvir dos participantes a seguinte expressão, “estou aqui porque ele mandou, mas quem deveria estar aqui era meu chefe” ou “ele deveria ouvir isso”. Assim como no século passado, muitas empresas continuam a enviar para salas de treinamento seus funcionários, e quando estes voltam para seu ambiente de trabalho pouco ou quase nenhum estímulo é criado no ambiente para que esse profissional possa verdadeiramente utilizar e colocar em prática o que estudou, é praxe ao final de cursos e seminários a aplicação da avaliação de reação, onde o participante comenta entre outras coisas, o que achou do conteúdo e se este conhecimento é aplicável de imediato no seu ambiente de trabalho, tenho verificado que muitas das avaliações apontam que a aplicação na prática não se dará de imediato e sim no médio prazo, e os comentários dos participantes apontam para: 1) “a empresa precisa mudar sua cultura”; 2) “a empresa é familiar e é muito fechada; 3) “é preciso mudar muita coisa”, entre outros tantos comentários que mostram que a mudança, o comportamento e abertura são essenciais para que as pessoas possam contribuir com os objetivos da empresa, mas as organizações precisam estar atentas para essa nova era, a da aprendizagem.

Os nove incentivos comportamentais em uma equipe de aprendizagem.
Os nove incentivos comportamentais em uma equipe de aprendizagem.

É necessário que as empresas, através de suas lideranças não deixem desconexas os treinamentos realizados e o dia-a-dia na empresa; também não basta apenas enviá-los para treinamento, são como peças de um quebra-cabeça solto, é preciso juntar essas peças, como? David Clutterbuck, em seu livro Coaching Eficaz, orienta criar uma cultura de aprendizagem, que requer do líder, se necessário, uma cumplicidade com a organização, crie sistema de recompensas que incentivam a aprendizagem e o compartilhamento dos conhecimentos. Também requer construir uma atmosfera de segurança psicológica; fazer o coaching de novos membros da equipe; facilitar a “criação e o comprometimento com as novas ideias da equipe que apoia a aprendizagem de uns com os outros; e priorizar a qualidade da interação entre seus membros e o resultado dessa interação”. Uma parte importante desse último item consiste em articular e capturar a declaração formal das expectativas de comportamento e função das quais a equipe opera.

Facilitar a mudança de paradigmas: numa linguagem mais do dia-a-dia, ajudar a equipe a passar por mudanças significativas a respeito do que pensa, do que faz, como e porque faz, exige que toda equipe, inclusive as lideranças se abra para formas de feedback e informações vindas de um grupo que possua muito mais fontes do que normalmente acontece.

Valorizar as forças individuais e coletivas: elabore questionários dos conhecimentos, das habilidades e das competências dos membros da equipe.

Desenvolva atitudes e competências de comunicação: Utilizar de diálogos, discussões, observações e compartilhamento de experiências. É fundamental que todos da equipe reconheçam que as palavras, em geral, significam coisas diferentes para cada pessoa, é preciso ter paciência, habilidade e disponibilidade para buscar o retorno suficiente para assegurar que suas palavras – argumentos, recomendações, preocupações – sejam entendidas em sua intenção original, afirma Clutterbuck.

Pense nisso e inicie agora mesmo a juntar as peças desse quebra-cabeça e conte comigo.

Elissandro Sabóia

Montreal