EPIDEMIA: Mato Grosso registra 15.954 casos e quatro óbitos por Dengue
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EPIDEMIA: Mato Grosso registra 15.954 casos e quatro óbitos por Dengue

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Assessoria/SES-MT

Mato Grosso registrou 15.954 casos notificados de Dengue até meados do mês de junho. Em comparação com o ano de 2014, quando 8.620 casos foram notificados, houve um aumento de 85,08%. Os dados estão no boletim epidemiológico da área de Vigilância em Saúde, da Secretaria de Estado de Saúde (SES).

De acordo com a coordenadoria de Vigilância Epidemiológica, Mato Grosso contabiliza 68 cidades com alta incidência de dengue. Sinop, Várzea Grande, Santa Carmem, Ribeirãozinho, Cocalinho, Paranaíta, Santa Rita do Trivelato, Torixoréu, Campo Novo do Parecis, Alto Taquari, Matupá, Novo Horizonte do Norte, Serra Nova Dourada estão entre os municípios que apresentaram os maiores índices. A Organização Mundial de Saúde (OMS) indica situação endêmica quando casos superam 300 a cada 100 mil habitantes.

Em relação à ocorrência de óbitos em decorrência da dengue grave, quatro casos foram confirmados nos municípios de Sapezal, Sorriso, Cuiabá e Rondonópolis. Este último, confirmado no início do mês de julho, é o caso é um homem de 42 anos. Ainda existem sete óbitos sob investigação, sendo três de Várzea Grande, um de Tangará da Serra, um de Juína, um de Cuiabá e um de Matupá.

Diante desse quadro, o Estado tem orientado que cada município intensifique suas ações no combate ao mosquito transmissor da doença. Nos locais com maiores índices de infestação devem ser desenvolvidas ações de mobilização, inspeções domiciliares para eliminação de criadouros do mosquito, atividades educativas para orientar a população sobre como evitar focos do vetor, assim como a aplicação de inseticida para eliminação de insetos adultos.

A Secretaria de Estado de Saúde (SES) também tem realizado capacitação com os profissionais de saúde. O objetivo de habilitar médicos e enfermeiros para a detecção precoce dos casos, atendimento oportuno e tratamento adequado.

Ainda foram registrados 171 casos suspeitos de febre chikungunya. Deste total, 134 estão sob investigação, 37 foram descartados e um caso importado foi confirmado.

Cuidados – Combater os criadouros dos mosquitos requer ações simples e práticas, como evitar água parada em qualquer tipo de recipiente. Além disso, é preciso manter os quintais e terrenos sempre limpos e as caixas d’águas devidamente fechadas. As ações também evitam a Febre Chikungunya e o Zika vírus, transmitidos também por mosquitos do gênero Aedes, Ae. aegypti e Ae. Albopictus. Recomenda‐se ao paciente que apresentar sinais e sintomas da doença procurar imediatamente os serviços de saúde e evitar o uso medicamentos sem prescrição médica.

Zyka – O Zika vírus (ZIKAV) é um arbovírus do gênero Flavivírus, que apresenta sintomas parecidos com o da Dengue e da Febre Chikungunyadas, como: dores nas articulações, dor de cabeça, febre, náuseas, manchas pelo corpo, diarreia e mal-estar. Quarenta e sete amostras de exames já foram enviadas para diagnóstico diferencial, mas ainda não foi confirmada a circulação do Zika vírus em Mato Grosso.

O vírus Zika apresenta como características diferenciais a fotofobia, conjuntivite sem secreção e prurido, e manchas principalmente nas palmas das mãos e nas plantas dos pés. Após a picada do mosquito, os sinais aparecem entre três e doze dias e podem durar até uma semana.

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