Entidades comentam decisão do Copom; veja a repercussão
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Entidades comentam decisão do Copom; veja a repercussão

Fonte: Do G1, em São Paulo
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O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central se reuniu nesta quarta-feira (30) e decidiu cortar a taxa de juros básica da economia em 0,25 ponto percentual, para 13,75% ao ano. Foi a segunda redução da Selic no ano.

Em outubro, o Banco Central cortou os juros pela primeira vez em quatro anos, citando uma “flexibilização moderada e gradual das condições monetárias”. A Selic vinha sendo mantida em 14,25%, o maior patamar em 10 anos, por nove reuniões seguidas dos membros do BC.

A estimativa dos economistas de bancos é de que o Copom, que se reúne a cada 45 dias, continuará a reduzir a Selic nos próximos meses, chegando a 10% ao ano em abril de 2018.

O aumento dos juros, ou sua manutenção em um patamar elevado, é o principal mecanismo usado pelo BC para frear a inflação, que tem mostrado resistência. O objetivo é encarecer o crédito e reduzir o consumo no país.
Porém, os juros altos prejudicam a atividade econômica e, consequentemente, inibem a geração de empregos. Quando o Banco Central julga que a inflação está compatível com as metas preestabelecidas, pode baixar os juros.
O Banco Central toma as decisões sobre a taxa de juros olhando para a frente e tendo como objetivo cumprir as metas de inflação previstas pelo sistema em vigor no país.

Veja a repercussão da decisão do Copom nesta quarta-feira (30):

FecomercioSP
Segundo análise da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), a atitude é correta diante de um cenário mais estável do que no passado recente. As dúvidas sobre o ambiente político estão sendo gradativamente reduzidas e os indicadores de inflação continuam a mostrar enfraquecimento.
Para a Federação, o Banco Central vinha sendo conservador em busca de argumentos que pudessem justificar uma redução de juros sem que houvesse a menor possibilidade de quebra de confiança dos agentes na atuação da autoridade. A FecomercioSP acredita que o movimento de corte de juros poderia ter começado um pouco antes, e pondera que a diminuição poderia ter sido maior dada a recessão econômica sem precedentes no País.
De acordo com a Entidade, o BC sabe que a situação econômica ainda é ruim e percebe que a inflação dá sinais muito claros de desaceleração com variação de 0,08% em setembro e 0,26% em outubro de 2016, contra 0,54% e 0,82% para os mesmos meses em 2015. Para a FecomercioSP, apesar de ainda existir momentos de tensão política, os sinais de desaceleração do IPCA, além da forte recessão, são tão evidentes que o Banco Central não tinha outra escolha a não ser manter o ciclo de redução de juros, que ainda estão muito elevados.

Força Sindical
O Copom (Comitê de Política Econômica), ligado ao Banco Central, divulgou hoje a nova taxa básica de juros. O governo, mais uma vez, perdeu uma ótima oportunidade de sinalizar para o setor produtivo, que gera emprego e renda, que o País não bajula mais os especuladores e o rentismo.

A queda é muito tímida. O novo governo precisa entender que a taxa de juros em patamares estratosféricos tem sido uma ferramenta pouco eficaz no combate à inflação, pois, além de encarecer o crédito para o consumo e para investimentos, causa mais desemprego, queda de renda e piora o cenário de recessão da economia. E o mercado de trabalho tem, em vez de abrir postos de trabalho, demitido vorazmente. E, ao mesmo tempo, a indústria só tem piorado seu desempenho.

É importante destacar que esta política de juros estratosféricos derruba a atividade econômica e diminui a capacidade de consumo das famílias. E, ainda, reduz a confiança e os investimentos, o que compromete ainda mais a capacidade de crescimento econômico futuro. 

A especulação financeira desenfreada tem drenado imensas quantidades de recursos vitais ao pleno desenvolvimento nacional, recursos estes que poderiam ser direcionados para a Saúde, a Educação, para moradias, mas que vão parar nos bolsos dos banqueiros. Defendemos a imediata redução da taxa de juros e a implementação de políticas que priorizem a retomada do investimento, o crescimento da economia, a geração de empregos, a redução da desigualdade social, o combate à pobreza e a distribuição de renda.

Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp)
O presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), Alencar Burti, classifica como correta a decisão do Copom de diminuir a taxa básica de juros em 0,25 p.p.
“É acertada a decisão do Banco Central de reduzir a Selic em razão de três fatores. O primeiro é a desaceleração do IPCA em 12 meses, inclusive com deflação na área de alimentos. A segunda justificativa é a profundidade da recessão. O terceiro fator é o avanço da PEC do Teto no Senado. Esperamos, agora, que haja continuidade da política de redução dos juros”, diz Burti.
 

Montreal