Enquanto coronel foca promoção, Rondonópolis se afunda na violência


Enquanto coronel foca promoção, Rondonópolis se afunda na violência

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Fonte: Da Redação
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Segundo o estudo estatístico conhecido por Mapa da Violência, divulgado em 2016, Rondonópolis-MT está entre as 150 cidades mais violentas do Brasil, dentre mais de 5.500 existentes. E uma das mais óbvias explicações para isso é o fato de que muito coronel da Polícia Militar – PM vem a cidade não priorizando combater a criminalidade, em primeiro plano, mas sim usar da influência política local para conseguir sua promoção pessoal.

Um bom exemplo disso é o tenente coronel e atual comandante do 4º Comando Regional de Policia Militar, em Rondonópolis, Wilker Sodré. De olho na mais alta patente da corporação, a de coronel fechado, que sairá em setembro no estado e que é fruto de indicação, o oficial tem se cercado de política e de politicagem, o que pode lhe trazer o fruto reverso da parte da classe política do que o almejado por si, a rejeição.

A cidade, que já começou 2017 como a mais violenta de Mato Grosso, com uma média de quase um homicídio a cada dois dias, contabilizados em janeiro, segue agora com sua sina de mortes gerando mortes, assaltos a mão armada, invasão de comércios e residências, sensação de insegurança e intranquilidade até mesmo sem celebrações religiosas, sem ter a noção de onde, realmente, está a cabeça do comandante.

Recentemente, o vereador Rodrigo da Zaeli (PSDB), presidente da Câmara de Vereadores de Rondonópolis, foi até o Governo do Estado e articulou a liberação da área do antigo Centro Social e Urbano com o próprio chefe do Executivo, que inclusive é do seu partido, Pedro Taques (PSDB), para que pudesse ser construído o tão aclamado batalhão da PM na Vila Operária.

Outro vereador da região, Roni Magnani (PP), insistentemente lutou nos últimos anos pela chegada da estrutura em prol da evolução da Segurança Pública no local, onde avizinham-se os bairros mais populosos do Município. No entanto, ao receber a notícia da confirmação que, verdadeiramente, a obra vai sair, o coronel Wilker resolveu privilegiar apenas o vereador, Fábio Cardozo (PPS), que é próximo a si. Após receber a informação do comando, o parlamentar fez o anúncio oficial do novo batalhão sozinho, em tribuna livre, durante a última sessão ordinária.

O que a população quer e a cidade precisa é que o batalhão chegue, independente de qualquer coisa. Mas fica um clima de desconfiança quando se vê um homem que deveria estar focado apenas em deter bandidos, puxando sardinha para o político A ou B. Enquanto o coronel fica perdendo tempo em fazer a chamada rede de contatos, visando a “forcinha” que precisará num futuro próximo, tem gente inclusive usando seu nome para cometer crimes.

Recentemente um estelionatário tentava extorquir um empresário de Rondonópolis se utilizando do nome do coronel, prometendo marcar uma reunião entre empresários da cidade e Wilker. O mesmo empresário já havia dado R$ 200 ao mesmo homem, que também argumentando estar ali a pedido do comandante, disse nesta referida ocasião estar angariando fundos para a construção de um heliporto para a PM. Desta vez, o criminoso foi denunciado pela vítima e pego.

O coronel chegou fazer uma nota se pondo à disposição para esclarecimentos em torno do acontecido, sinalizando que jamais mandou ninguém falar em nome dele. É preciso o comandante abrir o olho porque, ao que fica visível, tem muita malandragem por aí e mais malandro para chegar. O povo bem sabe disso, sofre na mão de criminoso e não está nem aí para quem vai ser coronel fechado, aliás, a ampla maioria não sabe nem do que se trata.