Empresário avisou Silval que seria preso dentro da Assembleia
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Empresário avisou Silval que seria preso dentro da Assembleia

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Foto: Arquivo/Internet

O ex-governador de Mato Grosso, Silval da Cunha Barbosa (PMDB), prestou nesta terça-feira depoimento por cerca de 2h30min a juíza Selma Rosane Santos Arruda, onde rebateu as acusações do Ministério Público Estadual e Polícia Civil de que chefiaria um esquema de venda de incentivos fiscais para empresas. Ele está preso desde o dia 17 de setembro do ano passado em decorrência da “Operação Sodoma”, que ainda levou a cadeia os ex-secretários de Fazenda, Marcel Souza Cursi, e Casa Civil, Pedro Nadaf.

Ao final da oitiva, o ex-governador deu uma entrevista coletiva improvisada na sala do Fórum de Cuiabá. “Depois de quase seis meses de prisão, esta é a primeira oportunidade que tive de me defender para pessoa que tem o poder de me julgar”, disse.

Segundo Silval Barbosa, a Assembleia Legislativa aprovou em 2013 uma lei autorizando o Estado a prorrogar por até 20 anos a concessão de incentivos fiscais para empresas enquadradas no Prodeic (Programa de Desenvolvimento Econômico e Industrial). “Essa questão me envolvendo como organização criminosa, não é verdade. Eu restringi mais e, quando Assembleia aprovou a lei, todo incentivo tinha que ser regulamentado por decreto. Cumpri a lei e não fiz nada inventado pela minha cabeça”, comentou citando que a proposta foi feita pela Fiemt (Federação das Indústrias de Mato Grosso), através do empresário Jandir Milan.

O ex-governador fez questão de destacar a declaração do empresário João Batista Rosa, dono do grupo Tractor Parts e denunciante do esquema, que revelou nunca ter entregado quantias financeiras ao ex-chefe do palácio Paiaguás. “Não estabeleci nada e nunca pedi nada. Ele mesmo disse que não acredita que eu tenho pedido algo via o Pedro Nadaf. Não conheço Filinto e Frederico Muller. O João nunca doou nada e é uma pura inverdade me envolver num negócio desse”, lamentou.

PRISÃO COM ESPETÁCULO

Durante a entrevista, o governador confirmou que ficou sabendo antecipadamente que seria preso durante depoimento a CPI (Comissão Parlamentar de Inuqérito) dos Incentivos Fiscais e Sonegação no dia 15 de setembro do ano passado. “Eu fiquei sabendo pela imprensa de minha prisão. Estava de terno indo para Assembleia e recebi vários telefonemas de vários donos de veículos de comunicação. Aqui em Mato Grosso, a imprensa sabe primeiro do que o réu. Isso é bom e as audiências são transmitidas on line. Me falaram que estavam os delegados e agentes para me prender numa sede que construi junto com o Riva e iam me prender lá dentro”, desabafou ao evitar declinar nomes.

Para Silval, sua prisão foi tratada como um verdadeiro espetáculo pirotécnico. “Mandei ofício me colocando a disposição para todos orgãos de controle. Foi a maior angústica e eles queriam entregar minha cabeça de troféu e fazer uma prisão espetaculosa como fizeram no meu translado da Defaz para o Corpo dos Bombeiros. Juntaram 16 carros oficias e helicpótero para parar o trânsito”, lembrou.

Sobre o fato de ter influência política, Silval Barbosa explicou que recebeu solidariedade de várias pessoas, dentre elas o vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB). “Sou um preso comum. Tenho 25 anos que milito no PMDB e vários me ligaram. É questão humnitária de um amigo ver a situação de outro. Não tem nada a ver uma coisa com outra”, asseverou.

Fonte: FolhaMax

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