Empacada, Selma rompe com Taques e Leitão para tentar ressurgir
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Empacada, Selma rompe com Taques e Leitão para tentar ressurgir

Fonte: Da Redação NMT
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Após se entrelaçar no ninho tucano, Selma vai tentar assumir discurso de vitimização e buscar retomar a reaproximação dos mato-grossenses descontentes. Foto - Ednilson Aguiar/OLivre

Após surgir com muita força no cenário mato-grossense em 2018, a ex-juíza, Selma Arruda (PSL), candidata ao Senado Federal pela chapa de Pedro Taques (PSDB), não vem expandindo sua campanha, como era o esperado, nas últimas semanas, e acabou sendo ultrapassada, segundo o Instituto Ibope divulgou recentemente, por três candidatos. Atrás de Jayme Campos (DEM), que lidera as intenções de voto desde o início do ano, do seu companheiro de chapa Nilson Leitão (PSDB), além do procurador Mauro (PSOL) e da ex-reitora da UFMT, Maria Lúcia Neder (PCdoB), Arruda se viu sem condições de crescer e decidiu para a chamada “última cartada”.

Em entrevista coletiva no último dia de agosto, ela anunciou rompimento total com Pedro Taques (PSDB), com Leitão e todo PSDB. Oficialmente, o fato utilizado pela ex-juíza para justificar seu desligamento foi o pouco tempo concedido a ela para realizar sua campanha na TV e Rádio. Segundo a legislação eleitoral, não é obrigatória a divisão igualitária entre os dois candidatos a senador de cada chapa e Leitão acabou abocanhando maior fatia do espaço disponível, irritando Selma. Mas há algo muito maior atrás disso que é a tentativa de Arruda de refazer o discurso de crítica a classe política de uma maneira geral, retomando a imagem de outsider no cenário, algo que estava resolvendo a ela.

Ocorre que o que parece agora um golpe da parte de Selma, no sentido de ter garantido a vaga para disputar o Senado e agora abrir crítica em uma campanha sozinha contra seu próprio grupo, na verdade é só um contra-ataque ao que fizeram com ela. A juíza foi jogada na vala comum por Leitão e os tucanos que a fizeram gravar um vídeo assumindo publicamente a parceria com o PSDB, isso após ela divulgar um primeiro vídeo dizendo aos seus apoiadores que ela não pediria voto a mais ninguém além de si mesmo.

A tentativa agora de rompimento  é válida, mas será uma tarefa árdua e talvez não exista tempo hábil para a promissora postulante ao Senado Federal conseguir escalar o imenso abismo do buraco que foi atirada, até porque pra subir agora pode escorregar na grande oferta de lama que tem lá dentro, sob a ótica popular. Selma ainda tem um quadro relevante de desconhecimento de sua figura e isso poderia ser corrigido com o apoio de uma grande militância.

O foco será tentar colar em Jair Bolsonaro (PSL) e nos seus apoiadores, que tem boa parte dos votos dos mato-grossenses, mas a verdade é que sua figura não é tão próxima assim com a do político que lidera as pesquisas nacionais para presidente da República. Selma até que tenta, mas a verdade é que não convence, fica forçado. Selma defende bandeiras de inclusão social e agiu institucional como juíza em defesa de muita coisa que está fora do plano político, das ações e do discurso de Bolsonaro.