Em um ano, recuperações judiciais crescem 26% em Mato Grosso
Supermoveis

Fullbanner2


Em um ano, recuperações judiciais crescem 26% em Mato Grosso

Mato Grosso respondeu por 12% dos requerimentos

Fonte:
SHARE
Ilustração

Mato Grosso contabilizou em 2015 um aumento de 216% no número de pedidos de recuperação judicial (PRJ), comparado com 2014, totalizando 155 requerimentos. Um ano antes, foram requeridas 49 recuperações judiciais. Em relação ao total acumulado no ano passado no país -1,287 mil, segundo levantamento da Serasa Experian -, Mato Grosso respondeu por 12% dos requerimentos.

Nesse estágio, a empresa entra com o pedido de recuperação em juízo, acompanhado da documentação prevista em lei para análise e decisão do juiz. No Estado, quase a totalidade dos pedidos de RJ foram aceitos pela Justiça estadual no último ano. A quantidade de recuperações judiciais deferidas cresceu 184% sobre 2014 e somou 142 requerimentos atendidos.

Em 2014, foram aprovados 50 pedidos. No balanço final de todo esse processo, a Justiça concedeu 31 recuperações judiciais, num acréscimo de 310% sobre 2014, quando 10 recuperações judiciais foram concedidas.

Após a concessão da recuperação começa a fase de execução, quando são aplicados os meios para assegurar a recuperação econômica da empresa, devidamente fiscalizados. Durante 2 anos, a empresa devedora permanece em recuperação e obrigada a cumprir as medidas previstas no plano de recuperação, apresentado e aprovado antes em assembleia de credores.

No caso de descumprimento de obrigação assumida e vencida neste prazo, os credores podem executar ou pedir falência, conforme prevê a nova Lei de Recuperação Judicial ( Lei 11.101/2005), que completou 10 anos em 2015. Na avaliação dos economistas da Serasa Experian, o aprofundamento da recessão econômica, a elevação dos custos do crédito e a alta acumulada do dólar impõem dificuldades financeiras às empresas, tanto pelo enfraquecimento da geração de caixa (recessão) quanto pela elevação de custos (juros e dólar).

“A Lei de Recuperação Judicial é moderna e útil para a economia, e permite às empresas se manterem ativas”, pondera o economista Vivaldo Lopes. “Mas, em Mato Grosso, a ‘blindagem’ que o agro assegurava para as empresas de outros setores não está se viabilizando, por causa da crise econômica”.

O economista lembra que no último ano, o setor da construção civil também teve uma freada brusca no crescimento. E, no agronegócio, a recuperação judicial se tornou uma realidade para grandes empresas com dívidas dolarizadas.

Da Redação com PN

Montreal