Em nova polêmica, Piovezan é acusado de usar UCMMAT para pré-campanha
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Em nova polêmica, Piovezan é acusado de usar UCMMAT para pré-campanha

Fonte: Da Redação NMT
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Foto - Arquivo

Assim que foi eleito presidente da União das Câmaras Municipais de Mato Grosso (Ucmmat), no primeiro trimestre do ano passado, o vereador por Acorizal-MT, Rafael Piovezan (PP), iniciou sua gestão acusado por muitos parlamentares municipais de nitidamente usar a estrutura e os eventos da instituição para fortalecer o nome do então conselheiro e presidente do Tribunal de Contas do Estado – TCE, Antônio Joaquim, que ali ensaiava uma aposentadoria próxima e uma migração para a classe política no intuito de  concorrer ao Governo do Estado ou ao Senado Federal, em 2018.

Eis que o tempo passou e Joaquim não só foi retirado do cargo pela Justiça, acusado de receber milhões junto a outros conselheiros para aprovar as contas do governo corrupto de Silval Barbosa (deixou o comando do estado em 2014), como sequer conseguiu aposentar até hoje, inviabilizando sua volta ao mundo eletivo. Mas se não deu certo com o projeto pessoal do conselheiro, isso não significa que a Ucmmat não pode seguir sendo útil para apoiar novos projetos políticos. A nova denúncia que chega ao NMT é que Piovezan, licenciado de direito, mas não de fato da presidência, segue utilizando a estrutura financeira da agremiação para viajar Mato Grosso fortalecendo sua pré-candidatura a deputado estadual.

Quase sempre junto a ele está o pré-candidato a deputado federal, Neri Geller (PP), e que hoje tomou a frente das negociações envolvendo os progressistas depois do anúncio de saída de cena de Blairo Maggi. Para quem critica de longe o pré-candidato a presidente, Jair Bolsonaro (PSL), de estar se valendo de ser um deputado federal para abrir espaço e viajar o Brasil todo levando seu discurso, ou então que criticava o petista Lula (PT) de usar suas benesses como ex-presidente para dar suporte a caravana que andava pelo Brasil, é bom abrir os olhos para o Mato Grosso porque tem gente fazendo o mesmo.

Quanto a Justiça Eleitoral, que a cada pleito vem apertando o cerco, é interessante deixar claro aos pré-candidatos que não se trata apenas de formalidades, mas que quem quer ser candidato precisa se descompatibilizar por completo, por exemplo, da presidência de uma entidade de classe seis meses antes das eleições, mas isto significa realmente largar o osso, mesmo porque  a era digital que se vive na atualidade impede qualquer manobra neste sentido passar despercebida.