Em férias na Bahia
Adventista

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Em férias na Bahia

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Whats com Raul Seixas e outros papos

(Livro parido do conto de 24 páginas “DDI com Raul Seixas” – Lançamento previsto para 2019, aniversário de 30 anos da viagem interestelar do Raulzito).

Foto: ahistriadecarinhanha.blogspot.com2

 

Tirei duas semanas de férias e convidei a família para passear no interior da Bahia, na minha amada cidade da adolescência: Carinhanha. Queria alimentar a alma e levar os filhos e esposa para conhecer a cidade.

Dia 12.7.2008, saímos de Campinas – SP, e tomamos a estrada com a nossa nova Meriva, da Chevrolet. Tudo perfeito, muita música, alternando gospel com Raul Seixas. Paradas para abastecer, alimentar e tirar a “água do joelho”. Minha esposa e três dos nossos quatro filhos.

Já cansado de dirigir resolvemos entrar na cidade de Bocaiúva, Minas Gerais, que eu já tinha estado nela há muitos anos. Era semana de festa religiosa e não achamos nenhum hotel com vaga, e resolvemos tomar a estrada para dormir em Montes Claros. Quando fomos convergir à esquerda numa avenida, que tinha um caminhão atrapalhando a visão,  veio um motociclista que não deu tempo de frear e colidiu conosco, tendo fraturado o pé. Acabou com a frente do carro que com o radiador furado não podia prosseguir. Ficamos sem o carro num local que não tinha vaga nos hotéis e numa confusão. Procuramos dar apoio ao jovem acidentado e logo conseguimos levá-lo ao hospital. A polícia chegou e fez as indagações e informou-me que o motociclista não tinha habilitação e a moto não tinha documentos. Disse-lhe que daria todo o apoio necessário e se tivesse que ser conduzido para o hospital de Montes Claros para cirurgia seria por nossa conta.

Chegou o guincho e orientou-nos a levar o carro para a cidade vizinha de Montes Claros, pois só lá teria concessionária para recuperar o carro. Aceitei.

Minha esposa já tinha feito amizade com um casal de evangélicos, que nos convidou para passar a noite na casa deles. Era um casarão de dois andares, quase em frente ao local do acidente. Acabamos ficando por uns três dias por lá, até tomarmos a decisão de continuar a viagem, depois de muita discussão com a minha família. Nossos anfitriões foram as pessoas que Deus colocou no nosso caminho, no pior momento que passamos. Gentis, hospitaleiros e de uma atenção mineira. Alugamos um carro em Montes Claros e zarpamos para a Bahia.

Lá, tive o desprazer quando no segundo dia os meus filhos me deram um “canto”, alegando que já conheceram toda a cidade e gostariam de voltar. Deu uma dor no meu coração e quase aceitei a decisão deles, mas lembrei-me do Neco, amigo de infância que tinha uma fazenda e propus a ele para fazermos uma visita e conhecer o local. Foi a salvação, ainda ficamos alguns dias por lá. Tudo era lindo para mim, mas para eles não tinha nexo nenhum.

Voltamos até Montes Claros, devolvemos o carro alugado e pegamos um ônibus para casa, porque o nosso carro ainda não estava pronto. Alguns dias depois o meu amigo e exímio piloto Daniel Monteiro, foi resgatar a nossa condução, nas minas gerais.