Em discurso ‘quase esquerda’, Taques fala em aliança com mais humildes
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Em discurso ‘quase esquerda’, Taques fala em aliança com mais humildes

Fonte: Da Redação NMT
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Foto - Redes Sociais/Arquivo Pessoal

Em suas redes sociais, o atual governador de Mato Grosso, Pedro Taques (PSDB), decidiu contrapor as tantas críticas feitas aos seus poucos apoios políticos até o momento –  tem apenas PSB, SD, Patriota, PRTB e Avante, junto ao seu PSDB – e demonstrou que procura neste pleito, onde tentará a reeleição, uma ligação direta com as pessoas. Aparentemente, o tucano está apostando em algo raro no país que é conquista do voto voluntário e personificado, coisa que Lula do PT e atualmente Bolsonaro do PSL, por exemplo, têm.

Em menor escala, o prefeito de Rondonópolis, Zé Carlos do Pátio (SD), talvez um dos maiores aliados do atual governador, é outro acostumado a ser candidato com pouco tempo de televisão e pouco apoio partidário, mas com resultados satisfatórios nas urnas pelo voto quase apaixonado que possui. A verdade é que Taques já sabe que não terá o agronegócio, por exemplo, grande força produtiva do estado, ao seu lado e sabe ainda que no funcionalismo público não encontra muitos amigos. Estratégico como é, sabe que sobrou só o povo para permitir uma reviravolta no seu quadro de rejeição e é nisso que ele vai apostar.

“O político que diz que estou isolado certamente não enxerga gente simples, não vê aqueles que mais precisam. Meu compromisso é com o povo que me elegeu governador. É pensando no cidadão mais simples que acordo cedo e trabalho sem parar até tarde, todos os dias”, disse o governador, em postagem nas redes sociais, abraçando populares. Muitos já entendem a fala como a demonstração de um discurso que certamente será adotado por Taques na campanha que se aproxima. Resta saber, porém, se isso vai dar liga, visto que políticos que conseguiram esse meio direto de comunicação com o eleitor atuaram nesta linha desde o início de suas carreiras.

O tucano, sobretudo enquanto senador, criticou por muitas vezes o próprio Lula e outros que assim atuam, atribuindo-lhes populismo. Óbvio que sempre há tempo de mudar, mas para justificar mudanças de posturas o ser humano, e o político está inserido nisso, precisa assumir erros e Taques terá de fazer isso caso queira sucesso na assimilação popular do seu “novo eu”. Ter deliberado ações de governo como a caravana da transformação realmente lhe darão argumentos, mas o povo certamente vai querer receber dos olhos do tucano a principal mensagem. Apesar da boa capacidade oratória do postulante a reeleição, a equipe de marketing terá trabalho…