EM CUIABÁ: só falta uma assinatura para abertura da CPI do Paletó
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EM CUIABÁ: só falta uma assinatura para abertura da CPI do Paletó

Fonte: Da Redação
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Foto - Reprodução

O prefeito Emanuel Pinheiro (PMDB) teve uma má notícia com o retorno do vereador Diego Guimarães (PP) para suas atividades no legislativo municipal, nesta semana, após cumprimento de licença parlamentar. Isto porque, Guimarães confirmou que será a oitava assinatura necessária para a abertura da chamada CPI do Paletó contra o gestor municipal, gravado ainda enquanto deputado estadual recebendo dinheiro que, segundo delação do ex-governador, Silval Barbosa (PMDB), seria propina para apoiar sua gestão corrupta no legislativo estadual.

O vereador falou a veículos de comunicação cuiabanos e mostrou cuidado técnico com a intervenção e a definição de seu voto. “Há muitas conversas, distorções a respeito dessa CPI. Mas antes de qualquer coisa, eu tratei de me informar, principalmente juridicamente, se era cabível a abertura dessa comissão, uma vez que muitos questionam que o fato aconteceu enquanto Emanuel ainda era deputado (…) Nós, que devemos fiscalizá-lo, somos cobrados por isso. Então, acho que a CPI é um instrumento cabível sim, e justifico da seguinte forma: não caberia uma CPI se o fato tivesse sido descoberto quando ele ainda era deputado. E, foi por conta de uma busca e apreensão da PF, na casa dele, que encontraram o áudio de um delator. Por que ele não entregou essa gravação à Justiça? Muita coisa precisa ser explicada”, salientou o progressista.

São favoráveis a abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito os vereadores Marcelo Bussiki, que é o autor do requerimento, Felipe Wellaton (PV), Dilemário Alencar (PROS), Abílio Júnior (PSC), Gilberto Figueiredo (PSB),  Sargento Joelson (PSC) e Eliseu Nascimento (PSDC). Sendo assim, agora somados a Diego, o número de oito é emblemático e deixa a relação do prefeito com os outros 17 membros restantes do parlamento extremamente sensível, já que com apenas mais uma assinatura a CPI seria deliberada.

A condução política de Emanuel precisará ser extremamente habilidosa já que, qualquer tropeço ou descontentamento, pode lhe causar uma grande dor de cabeça. Outra “saída” para o gestor seria torcer para que processos na Justiça Eleitoral, que tratam de possíveis irregularidades no cumprimento de exigências para as formações das chapas que foram à disputa nas eleições de 2016  e que envolve quase metade do seu grupo opositor, avancem a ponto de cassar o mandato de alguns deles, lhe permitindo respirar mais aliviado.