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Em 1ª visita à Câmara Municipal como senador, Medeiros diz que se Dilma renunciasse, ajudaria muito a situação do país

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Senador José Medeiros na Câmara Municipal/ Foto: Ailton Lima

Por Ailton Lima

Com um pouco mais de seis meses empossado como senador da república pelo PPS, Jose Antônio Medeiros, fez a sua primeira vista oficial como parlamentar ao legislativo municipal, na tarde desta quarta-feira (22).

O senador conversou com a reportagem do NMT e falou sobre o momento político turbulento porque passa o país. Medeiros lembrou que diante das novas tecnologias da informação, o país inteiro está ligado simultaneamente ao que acontece no Congresso Nacional. “Hoje as coisas acabam de acontecer em Brasília e dois minutos depois o país inteiro imediatamente fica sabendo”, repassou.

Medeiros disse ainda que a visita ao legislativo tinha apenas o cunho de rever amigos, e durante a conversa, o senador comentou o momento nacional de ebulição política e econômica, repassando que a Câmara e o Senado estão como protagonistas do momento histórico.

Sobre a situação política da presidente Dilma, o senador repassou que, tudo vai depender do julgamento no início de agosto pelo TCU, das chamadas ‘pedaladas fiscais’ envolvendo o Governo Federal.

“Eu imagino que se o TCU entender como crime as pedaladas fiscais e com presidente da Câmara que deve julgar essa situação declarando que existe momento para impeachment contra a presidente, é provável que isso possa acontecer. Eu diria que ela corre esse risco sim! Pois com apenas 7% de aprovação é um cenário de muita fraqueza e uma das coisas que balizam um momento como esse é o apoio popular. Então, com esse índice baixo de aprovação popular, num eventual pedido de impeachment, existe muita chance de passar. Eu até acho que ela deveria se afastar, mas não vejo que ela tenha essa disposição. Embora pessoalmente eu acredite que se ela renunciasse, traria um momento de tranquilidade para o país. Principalmente numa crise econômica que ela mesma causou. Mas eu não vejo que ela vá renunciar. Eu vejo mares turbulentos nesse momento. É aguardar para ver!”

REVITALIZAÇÃO DO PL

Questionado sobre a revitalização do Partido Liberal (PL), e sua eventual migração para o partido, o senador confirmou ter sido contatado e convidado pelo Ministro Gilberto Kassab, disse que gradeceu muito, mas tem 20 anos de história com o PPS, e nesse momento não vê a possibilidade de mudar de partido.

“O PL é uma força que está surgindo aí, e obviamente a gente vê com bons olhos. Eu acho que na política quanto mais partidos melhor! Tem gente que diz que não! Mas é importante. Eu acho que não tem que ter partidos de aluguel, partidos de fachada, que aluguem legenda, isso e ruim”, declarou.

Questionado sobre uma eventual migração, o senador foi claro: “Ah não, migrar já é outra coisa! Diz que mudar de partido é que nem casamento, é uma dificuldade e demanda, me dá preguiça só de pensar! Então é um troço muito complicado! Eu recebi convite de muitos outros partidos também, e fico contente, porque é sinal de um reconhecimento ao nosso trabalho. Mas mudar de partido, eu não penso nesse momento nessa possibilidade”, finaliza.

 

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