Eleitores ou gladiadores?-Dr. Francisco Mello
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Eleitores ou gladiadores?-Dr. Francisco Mello

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Clarice Lispector escreveu “O mundo é desumano e nós não somos humanos; considero esta, a pior descoberta de todos os tempos”.

Faz tempo que os brasileiros estão se digladiando política e ideologicamente. No topo os candidatos se unem em alianças que mais parecem Cartéis de Cali ou Medelin, ao passo que na base os eleitores se entreveram feitos samurais.

O ódio está presente entre os Lulistas e Bolsonarianos e isto nos leva a pensar que a situação pode tornar-se incontrolável no decorrer, ou após a campanha.

Quem se eleger governará? Eis a questão. Provavelmente esta será a eleição que mais exigirá presença das forças armadas, considerando a animosidade entre as correntes ideológicas.

Não bastasse o gritêdo dos petistas, o candidato do (PSOL) destila ódio, como diz o cuiabano: jhoga fogo pelos óios. Outro presidenciável com a Bíblia na mão diz: vou pegar todos vocês!

Criticaram Bolsonaro quando ele afirmou que vai endurecer com a bandidagem e ficaram calados quando Lula disse em seu discurso antes de ser preso: “Eu sou uma ideia, percorram todos os dias o Brasil, ocupando, invadindo, incendiando para que eles saibam que uma ideia não morre nem é presa”.

Quero meu País livre da desordem, das drogas e da violência. Que nenhum candidato procure eleger-se com apoio de facções criminosas, para que delas não fique refém.

Dizia Platão “o governante que trai seu povo, por este deve ser substituído”. Nada mais lúcido. Quisera meu Deus que os cidadãos fossem iguais marimbondos de fogo: ao serem, lesados ou traídos revidassem, todos e ao mesmo tempo, para evitar a continuidade das perturbações, ou o sucesso dos tiranos.

Torso para que o (a) Presidente ao se eleger, execute seu plano de governo com independência; sem precisar pedir permissão a fazendeiros, sem terras, banqueiros, industriais, crime organizado, evangélicos, católicos, ateus etc.

O Presidente ideal deve privatizar as estatais; enfrentar as organizações criminosas; policiar as fronteiras; endurecer a legislação Penal e Processual Penal; alterar as penas do Estatuto da Criança e do Adolescente; estruturar inteligencialmente e dar condições materiais às Polícias; investir nas Forças Armadas e permitir o porte de arma aos cidadãos que não tenham histórico criminoso.

É como penso.

Dr. Francisco Mello dos Santos. Advogado Criminalista. OAB-MT 9550. Especialista em Direito Penal e Processual Penal. drfranciscomello@terra.com.br (669)96892292.