ELEIÇÕES: Para seguir no cargo, Bortolin vai encarar filho de Zeca Viana...
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ELEIÇÕES: Para seguir no cargo, Bortolin vai encarar filho de Zeca Viana e Luizinho Magalhães em Primavera

Fonte: Da Redação
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Montagem NMT - Fotos: Arquivos Pessoais

O prefeito interino de Primavera do Leste, Leonardo Bortolin (PMDB), conseguiu articular uma boa aliança partidária para tentar permanecer no cargo nas eleições complementares marcadas pela Justiça Eleitoral para 19 de novembro na cidade, em virtude da cassação recente do ex-prefeito Getúlio Viana (PSB), enquadrado pela Justiça como ficha suja. No entanto, no último final de semana, composições adversárias ao ex-presidente da Câmara de Vereadores anunciaram duas chapas de peso para endurecer o páreo.

Os tucanos do PSDB resolveram lançar o ex-deputado estadual e ex-vereador, Luizinho Magalhães (PSDB), com José Alecio Michelon, o Zezinho, de vice, enquanto que a família Viana, dos irmãos Zeca e Getúlio, resolveram que tentarão retornar ao poder recém-perdido com o jovem Mateus Viana, filho do primeiro e derrotado em 2012 por Érico Piana (DEM). Para atrair um nicho eleitoral importante, a vereadora Carmem Betti (PSC) foi chamada a compor a chapa com Mateus.

Em convenção chamada pelo PMDB, no domingo (8), lideranças do DEM, PV, PP, PR, PSB, PRB, PMB, PRP, PSD, PROS, SDD e PTB apareceram e demonstraram confiança no projeto de Bortolin. A não ser que haja uma debandada e possíveis rachas, o que é pouco considerado pelo grupo situacionista, o arco de aliança deve ser o mais robusto para o pleito. Enquanto isso, os tucanos optaram por chapa pura e a dúvida é saber que tamanho está o prestígio político de Luizinho, que voltou à televisão ativamente desde sua saída da vida eletiva e é reconhecidamente um homem de bom apelo popular.

Quanto a Mateus, o seu grande diferencial é o discurso de renovação, que embora conflite também com o de Léo, tem o aporte de um grande cabo eleitoral: o tio cassado. Inegavelmente, até pela proximidade com o último pleito, Getúlio deve ser um grande chamador ou mesmo transferidor de votos ao sobrinho. Com as cartas na mesa e cada um com seu trunfo nas mãos, agora é ver quem de agora até novembro conseguirá das as melhores cartadas e conseguirá aproveitar melhor os pontos negativos dos adversários.

Interessante avaliar, porém, que o conflito aberto e polarizado pode não ser estratégico para um ou outro candidato, já que a terceira via é relevante eleitoralmente e poderia ser beneficiada com votos definidores migrando, senão para fazê-la ganhadora, mas para mudar todos os rumos da disputa.

Montreal