É TÓXICO E AGRO …..É PESTICIDA !
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É TÓXICO E AGRO …..É PESTICIDA !

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É TÓXICO E AGRO …..É PESTICIDA !

*Pedro Pereira Campos Filho

Os versos, abaixo, revelam a realidade sobre a politica ambiental no país, mas a beleza dos versos sempre suaviza situações. Quero, meu caro confrade Hermélio Silva, pegar carona no seu ¨É toxico e agro¨. Terminologia e nomenclatura à parte, caminha-se para uma nova denominação. Não tão nova, mas, extremamente feia: PESTICIDA. Neste país dos paradoxos, parece-me que o problema não é só ambiental. Tão grave, também se afigura a falta de comprometimento social. O Agronegócio atende interesses do Empresário Rural, individual ou de poderosos grupos econômicos, de lobistas e do Governo, este, o Governo, sempre acometido de obsessão tributária. O resultado do agronegócio, notadamente, da alta produção de grãos é inteiramente destinado à exportação. O agronegócio alimenta o mundo, sem qualquer compromisso social, com a minimização da fome no Brasil. De suas milionárias receitas, nenhum centavo é exigido para a promoção social, para a garantia de alimentos a preços acessíveis no mercado interno. Somos o país da exportação de grãos, em alta escala, e também o país que importa arroz e tantos outros gêneros alimentícios, encarecendo o seu custo e dificultado o acesso à mesa de grande parcela da sociedade brasileira. Enquanto não se criar políticas públicas de proteção ao povo brasileiro, exigindo-se destinação de renda tributada do agronegócio como função social ou mesmo, exigindo pluralidade de cultivos, inserindo-se o básico alimentar para os brasileiros, como percentual de plantio de arroz e outros gêneros para destinação no mercado interno, estaremos assistindo o mesmo filme: Empresariado Rural, Grupos Econômicos, obtendo grandes financiamentos, plantando sem nenhum comprometimento social, recebendo, não sei a que título, a constante atenção da mídia e, pasmem, frequentando cursos de sucessão familiar, que lhes ensinam a exigir dos filhos, casamentos com total separação de bens, fazendo renascer no país, grupos familiares isolados e protegidos, ainda que seja, em total afronta ao espírito da Lei. O Parlamento Brasileiro se prende à discussão sobre denominação, e tenta mais uma vez passar para o povo brasileiro, um resultado que na prática, não protege e nunca protegeu a saúde pública e nem o meio ambiente que a Constituição nos assegura: equilibrado e saudável a ser preservado para as futuras gerações. Que diferença faz, rotular de agrotóxico, de defensivo agrícola ou de pesticida. Agrotóxico será sempre, o produto químico fungicida, inseticida ou herbicida utilizado na prevenção ou no combate de pragas agrícolas. Pesticida, que me desculpem os experts, pois sou leigo no assunto, é a meu ver, ainda de sentido mais amplo, pois são todas as substancias que tem objetivo de impedir, destruir, repetir ou mitigar qualquer praga. Não se olvidem, porém, que um PESTICIDA pode ser de qualquer substancia química ou um agente biológico (vírus ou bactéria). Portanto, não se trata de alteração legislativa, que se possa considerar como de se ¨trocar seis por meia dúzia¨, a troca é bem mais maléfica do que se anunciam.
*Pedro Pereira Campos Filho – Magistrado Aposentado e Advogado