DROGA PRESENTE, FILHO AUSENTE – Dr. Francisco Mello
Supermoveis



DROGA PRESENTE, FILHO AUSENTE – Dr. Francisco Mello

Fonte:
SHARE

A descoberta pelos pais, de uma porção de droga nos pertences de seu filho, tem um efeito tão devastador que não raro, se instalam nos genitores, doenças  como a depressão, cardiopatia, câncer e outras. Só Deus sabe a tristeza reinante no dia a dia de pais de um dependente químico.

Em muitos casos, apenas a primeira experimentação é suficiente para transformar um bom filho em um cão danado, dependente químico, sujo, errante violento e malcheiroso.

Caso o filho comece a ter baixa produtividade escolar, pouco asseio pessoal, evitar conversar com os pais, e, se acompanhar com pessoas estranhas, numa escala de zero a dez, mais de oito são as probabilidades dele estar se drogando.

A maconha, em regra, é a entrada na invernada dos drogaditos, depois a cocaína, anfetamina, molly, heroína e outras desgraceiras tomam posse do vivente. O bom condicionamento físico desaparece, a motivação se vai, alegria agora somente durante a euforia da droga, que dependendo, pode ser de dez minutos a quatro horas.

Quando o filho deixa de procurar os pais e busca “apoios” nem sempre ideais, lá pelas tantas, pensando estar acolhido, descarrila e se precipita no abismo dos entorpecentes. Resgatá-lo torna-se quase impossível para a família, visto que agora se faz necessário um leque de ações: internamento, medicação, psicólogos, rotinas especiais e monitoração constante.

Se o dependente não rejeita de plano a internação, os pais o internam, mas às vezes ele foge. Nessas horas muitos genitores dizem ao filho que não permitirão sua permanência em casa já que não abandona o vício e se nega tratar-se. Este é um momento doloroso; ele se vai e a rua substitui o lar; o perigo de ser atacado por gangues é imenso. O traficante é eleito pelo viciado como a figura mais importante, pois lhe fornece o que mais precisa e concede crédito quando não tem dinheiro. Se a dívida não for paga o viciado é morto.

O apoio da família é vital para que a  internação dê resultado. São muitos os casos em que o paciente liberto, agradece aos pais por tê-lo internado. Aleluia.

Dr. Francisco Mello dos Santos. Advogado Criminalista. OAB-MT 9550 e professor de Carreira. Especialista em Direito Penal e Processual Penal. drfranciscomello@terra.com.br (669)996892292.