Dois ex-secretários de Silval depõem no Gaeco; R$ 7 mi foi “pulverizado”...
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Dois ex-secretários de Silval depõem no Gaeco; R$ 7 mi foi “pulverizado” em contas

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Foto: Internet

O ex-secretário de Estado de Meio Ambiente, José Lacerda,  e o ex-secretário adjunto da pasta, Wilson Taques, vão prestar depoimento nesta sexta-feira à tarde ao Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) para prestar esclarecimentos nas investigações relacionadas a “Operação Seven” que culminou na última segunda-feira em novos mandados de prisões contra o ex-governador Silval Barbosa (PMDB) e o ex-secretário de Estado, Pedro Nadaf.

Também cumpre prisão preventiva o ex-presidente do Intermat (Instituto de Terras de Mato Grosso), Afonso Dalberto, e o ex-secretário adjunto de Administração José Nunes Cordeiro, que é coronel da Polícia Militar. Os servidores da secretaria de Meio Ambiente, Franciscal Akerley da Costa e Cláudio Takayuki Shida, tiveram prisões temporárias de cinco dias solicitadas pelo Ministério Público Estadual, mas a juíza Selma Rosane Santos Arruda, que decidiu apenas por condução coercitiva para ambos.

O médico Filinto Correa da Costa também teve a prisão solicitada, mas a magistrada determinou que ele passe a usar tornozeleira eletrônica. Ele recebeu o pagamento pela área no Manso.

Homem forte na gestão do ex-governador Silval Barbosa, Lacerda foi chefe da Casa Civil e secretário de Estado de Meio Ambiente no período em que os promotores de Justiça suspeitam que houve a concretização da fraude na compra do terreno do Parque Estadual Águas de Cuiabá pelo valor de R$ 7 milhões. As investigações indicam que o terreno já pertencia ao Estado e uma área de 727 hectares foi incorporada a área localizada na região do Manso para desviar dinheiro dos cofres públicos.

É apontado também que para realizar a compra em duplicidade da área, foi feita uma manobra classificar o “Parque Estadual” para “Estação Ecológica”. Com a mudança, a Lei Federal n.° 9.985/2000 não exige a realização de estudos técnicos ou audiências públicas.

Isso foi possível graças a pareceres genéricos autorizados por dois servidores da Sema. Em depoimento ao Gaeco, um dos servidores da Sema disse que só assinou os pareceres por determinação do então secretário Wilson Taques.

NOVAS FASES E PULVERIZAÇÃO

O coordenador do Gaeco, promotor Marco Aurélio Castro, adiantou nesta quinta-feira que novas fases da “Operação Seven” serão realizada em breve diante dos documentos obtidos nas buscas e também na evolução das investigações. Uma quebra de sigilo bancário já mostra para quais pessoas foram destinados os R$ 7 milhões desviados dos cofres públicos na reta final da gestão de Silval Barbosa, que foi preso em setembro durante a “Operação Sodoma” em setembro do ano passado. O valor inicialmente recebido pelo cunhado do procurador “Chico Lima” foi “pulverizado” para outras contas bancárias.

Fonte: FolhaMax

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