DOCE INTERROGAÇÃO
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DOCE INTERROGAÇÃO

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DOCE INTERROGAÇÃO

Autoria: Rinaldo Cardoso Meira

 

As mãos ficam trêmulas

E arrítmico o coração bate,

Ao fitar os olhos

Beleza de tal quilate.

 

Ver-lhe, como não estampar um sorriso?

Pois, exposta à sua maneira,

A simpatia que lhe é peculiar

A torna simples e altaneira.

 

Como conter a emoção?

O desejo vindo da alma diz sim,

Mas os lábios da realidade dizem não!

 

Traz vida para meu verso

Sua luz radiante,

Singular nesse universo!

 

Ser racional,

O que isso importa?

Contradizem-se os sentimentos

Quando você abre a porta!

 

Tocar-lhe então, é um prêmio!

Como um pêssego,

É a sua epiderme.

Tira qualquer sossego!

 

O que virá?

Resposta não se tem pronta!

A um vocábulo seu

Toda a certeza se desmonta.