Dilma é a carta na manga do PT
Adventista



Dilma é a carta na manga do PT

Fonte: Da Redação NMT
SHARE
Dilma tem acompanhado Lula em vários momentos de sua caravana pelo Brasil. Foto - AP Photo/ Eraldo Peres

Muito se fala no ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), como sendo o melhor nome para a disputa presidencial pelo Partido dos Trabalhadores em possível substituição a Luís Inácio Lula da Silva (PT), que apesar de liderar as pesquisas já é um condenado em segunda instância e por isso inviabilizado pela Lei da Ficha Limpa.

Embora muitos apostem numa liminar mirabolante junto a Justiça Eleitoral para que Lula concorra sub-judice, vários juristas creem que o Tribunal Superior Eleitoral – TSE não deve entrar nesta briga, já que a Constituição respalda o presidente da República em seus processos, fazendo com que o eleito só responda aos mesmos depois do mandato. Ou seja, a eleição seria, para Lula, uma maneira de conseguir ficar livre das graves acusações contra si.

Diante do cenário, o mais provável é que realmente um segundo nome passe a ser estudado e isso já é feito internamente no partido. Mas Haddad, apesar de ter o carinho pessoal de Lula, entraria muito atrás em uma disputa que já tem outros nomes despontados nas pesquisas de aprovação popular. A capacidade de transferência de voto de Luis Inácio já não é mais a mesma e por isso a figura de Dilma Rousseff (PT), para o espanto de muitos, pode surgir na disputa.

Do ponto de vista de discurso, Dilma traria consigo a vitimização e a fala do “golpe”, o que poderia surtir muito mais efeito rápido, por ser uma realidade já conhecida pelo grande público, do que qualquer outra linha de captação de votos implantada por Haddad. O chamado fatiamento da pena do impeachment, celebrado com as “bençãos” do ministro do Supremo Tribunal Federal – STF, Ricardo Lewandowski, em pleno Senado Federal, após o anúncio final da queda de Dilma do mandato (2016), acabaria por ter sua principal polêmica novamente à tona.

Constitucionalmente, Dilma deveria ter ficado inelegível por oito anos, mas em uma manobra entre o ministro, o então presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), e outros atores, a petista recebeu o bônus de apenas perder o mandato, mas teve mantido seus direitos políticos. Quanto a viabilidade de candidatura, até mesmo o distanciamento de Lula e Rousseff, durante os mandatos da segunda frente a República, já teria sido contornado por iniciativa de ambos.