Dia do colecionador de moedas: Saiba quando R$ 1 pode valer até...
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Dia do colecionador de moedas: Saiba quando R$ 1 pode valer até R$ 400

Fonte: Thiago Mattar e Ana Flávia Dorsa
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O numismata Disioli Luiz Pissaia recebeu a reportagem do NMT em sua casa, em Rondonópolis. Foto: NMT.

Seu Disioli Luiz Pissaia, morador de Rondonópolis (214 km de Cuiabá), começou a comprar moedas há dez anos pelo site de comércio eletrônico Mercado Livre. No início, eram tantos exemplares sem valor que ele repensou se era mesmo uma boa ideia. Com a experiência, Disioli começou a comprar lotes também no site americano Ebay, classificando verdadeiras raridades e ampliando sua coleção.

Hoje, ele é o maior colecionador de moedas de Rondonópolis e um dos maiores do país, fundador da Sociedade Numismática de Rondonópolis e dono de uma loja virtual onde são vendidas cédulas e moedas de todos os tipos, grande parte em perfeito estado de conservação (ou flor de cunho, termo que os numismatas usam para descrever um exemplar perfeito).

Seu Disioli conta quais são as moedas de R$ 1 mais valiosas. Foto: NMT.

Em comemoração ao dia do Numismata, celebrado nesta sexta-feira (1/12), o site Notícias de Mato Grosso foi conversar com Seu Disioli e descobrir o que é verdade e o que é mito sobre as moedas comemorativas de R$ 1.

Peça da Coroação, a moeda mais valiosa cunhada no Brasil. Foto: Internet.
Na numismática – a ciência que estuda as moedas, cédulas e medalhas -, o que determina o valor de uma moeda é a sua raridade. Em todos os países, existem casos de moedas que foram cunhadas em tiragens pequenas, muito limitadas. É o caso, por exemplo, da “Peça da Coroação”, a moeda mais valiosa já feita no Brasil. Feita de ouro, ela foi produzida em comemoração a independência do Brasil. Foram produzidas apenas 64 moedas dessas e elas nem chegaram a entrar em circulação, pois Dom Pedro I não gostou do resultado. Para ele, seu busto nu remetia aos tiranos imperadores romanos. Assim, somente 16 peças estão guardadas, as outras estão perdidas. Em Nova York, no último leilão em que uma moeda dessas entrou, em 2014, ela foi vendida por quase US$ 500 mil.

Tenho um tesouro no meu bolso?

Mas, para ter valor, uma moeda não precisa ser tão rara assim. Existem moedas que podem estar no seu bolso agora e que valem muito mais do que você imagina.

Durante as Olimpíadas, as moedas comemorativas de R$ 1 entraram em circulação e já chamaram a atenção de colecionadores pela sua beleza e, especialmente, pela tiragem. Uma em especial, a dos Direitos Humanos, teve uma tiragem baixa (600 mil exemplares em todo país) em relação às outras (20 milhões), e, por isso, chega a valer até R$ 400 nas mãos de um colecionador.

Menos rara é a moeda de R$ 1 que retrata a entrega da bandeira olímpica (mais de dois milhões de peças produzidas). Um exemplar “flor de cunho” chega a custar de R$ 120 até R$ 140. Outras moedas e cédulas produzidas atualmente devem ganhar valor daqui há alguns anos. “O importante é começar a guardar agora! Vá ao banco e troque uma cédula alta por pacotes fechados de moedas e fique atento aos números de tiragens, que estão disponíveis no site do Banco Central“, orienta Disioli.

Um caso recente de valorização foi a nota de R$ 1, que deixou de ser emitida pela Casa da Moeda em 2004. Quem guardou e conservou bem, agora pode vender por até R$ 120. Mas, atenção, fique atento ao número da cédula: precisa ser de uma série específica que começa com B e termina com A. Elas são as mais valiosas.

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