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Detentas em MT recebem comida azeda e têm serviços de saúde insuficientes, diz MP

Fonte: G1
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Detentas do Presídio Feminino Ana Maria do Couto May, em Cuiabá. (Foto: Mayke Toscano/Secom-MT)

O Ministério Público de Mato Grosso (MP-MT) instaurou inquérito para investigar a suposta insuficiência na prestação de serviços de saúde da mulher na penitenciária feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá. Entre as irregularidades apontadas estão o fornecimento de comida azeda e o uso contínuo de anticoncepcional como alternativa para a falta de absorvente na unidade prisional.

Por meio da assessoria de imprensa, a Secretaria Estadual de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh) afirmou que ainda não foi notificada pelo MP sobre o inquérito.

O inquérito é baseado em um relatório elaborado durante a ‘Conferência Livre da Saúde da Mulher em Situação de Privação de Liberdade’. O documento aponta uma série de deficiências no atendimento à saúde das mulheres presas.

A portaria é assinada pelo promotor Alexandre de Matos Guedes, da 7ª Promotoria de Justiça de Defesa da Cidadania.

Entre eles, a dificuldade de acesso aos serviços de saúde dentro do sistema penitenciário e ao médico clínico geral da penitenciária. O inquérito também aponta a ausência de médico plantonista no período noturno e a prescrição do mesmo medicamento para todos os tipos de dores.

A portaria, instaurada no dia 13 de novembro, menciona ainda o “fornecimento de alimentos gordurosos e, por vezes, azedos provocando reações estomacais; falta de regularidade no fornecimento de itens de higiene e, quando disponibilizado, a quantidade é insuficiente, […] o que acaba por responsabilizar as famílias no provimento e o uso contínuo de anticoncepcional como alternativa para a falta de absorvente”, diz a portaria do MP.

 Para o promotor, “as situações apontadas no relatório da conferência revelam que as práticas de saúde no estabelecimento prisional estão em descompasso com a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde das Pessoas Privadas de Liberdade no Sistema Prisional”.

Devem ser acionados, segundo o MP, a Secretaria Municipal de Saúde, a Secretaria Estadual de Saúde (SES-MT), e a Secretaria Estadual de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh-MT).

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